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Exportações de carne de frango crescem 9% em outubro, mas receita cai com recuo nos preços internacionais

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O Brasil exportou 474,01 mil toneladas de carne de frango e miudezas comestíveis — frescas, refrigeradas ou congeladas — até a quinta semana de outubro de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O resultado representa um crescimento de 9,07% em relação ao mesmo mês de 2024, quando o volume embarcado somou 434,6 mil toneladas em 21 dias úteis.

A média diária de exportações também avançou, alcançando 21,5 mil toneladas, frente às 19,7 mil toneladas diárias registradas no mesmo período do ano anterior — um incremento de 9,1%.

Preços recuam 12% e pressionam a receita das exportações

Apesar do aumento no volume exportado, o preço médio pago pela carne de frango brasileira apresentou retração significativa. Em outubro, o valor médio foi de US$ 1.675,4 por tonelada, queda de 12,1% em comparação aos US$ 1.905,5 por tonelada praticados em outubro de 2024.

Essa desvalorização impactou diretamente o faturamento do setor. A receita total das exportações de carne de frango em outubro alcançou US$ 794,16 milhões, inferior aos US$ 828,27 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

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Receita diária também mostra leve retração

A média diária de receita com as exportações do produto ficou em US$ 36,09 milhões até a quinta semana de outubro, o que representa uma queda de 4,1% em relação aos US$ 37,65 milhões diários observados em outubro de 2024.

Mesmo com o bom desempenho em volume, a redução nos preços internacionais limitou o avanço financeiro do setor, refletindo o cenário de maior oferta global e ajustes na demanda externa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de açúcar ganha ritmo e line up dos portos brasileiros se aproxima de 1,9 milhão de toneladas

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A movimentação de açúcar nos portos brasileiros segue intensa neste início de safra 2026/27. Levantamento da agência marítima Williams Brasil mostra que o line up de exportação alcançou 1,898 milhão de toneladas na semana encerrada em 20 de maio, indicando avanço no fluxo de embarques do produto brasileiro ao mercado internacional.

O volume programado representa crescimento frente à semana anterior, quando estavam previstas 1,837 milhão de toneladas para exportação. Também houve aumento no número de navios aguardando carregamento nos portos do país, passando de 47 para 52 embarcações no período analisado.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar exportado

O Porto de Santos, em São Paulo, permanece como principal corredor logístico das exportações brasileiras de açúcar, concentrando 1,470 milhão de toneladas do total programado.

Na sequência aparecem:

Paranaguá (PR): 335,970 mil toneladas;

  • São Sebastião (SP): 56 mil toneladas;
  • Recife (PE): 21,943 mil toneladas;
  • Suape (PE): 14 mil toneladas.

O relatório considera navios já atracados, embarcações fundeadas aguardando operação e aquelas com previsão de chegada até 13 de junho.

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Açúcar VHP lidera embarques brasileiros

A maior parte da carga destinada à exportação corresponde ao açúcar VHP, principal produto brasileiro comercializado no mercado internacional.

Segundo o levantamento, o line up contempla:

  • Açúcar VHP: 1,765 milhão de toneladas;
  • VHP ensacado: equivalente a 41 mil toneladas;
  • TBC: 11 mil toneladas;
  • Cristal B-150: 75,2 mil toneladas;
  • Refinado A45: 6 mil toneladas.

O predomínio do VHP reflete a forte demanda internacional por açúcar bruto destinado ao refino em outros mercados consumidores.

Exportações de açúcar somam mais de 1 milhão de toneladas em maio

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil já exportou 1,066 milhão de toneladas de açúcar e melaços na parcial de maio de 2026, considerando dez dias úteis.

A receita acumulada no período alcançou US$ 385,267 milhões, com média diária de US$ 38,527 milhões.

O volume médio embarcado ficou em 106,623 mil toneladas por dia, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média diária foi de 106,386 mil toneladas.

Queda nos preços internacionais reduz receita das exportações

Apesar da estabilidade no volume exportado, a receita do setor segue pressionada pela retração dos preços internacionais do açúcar.

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O preço médio da tonelada exportada em maio de 2026 ficou em US$ 351,90, representando queda de 19,2% frente aos US$ 447,10 registrados em maio de 2025.

Com isso, a receita média diária das exportações brasileiras recuou 19% na comparação anual.

O cenário reflete o movimento de acomodação das cotações globais do açúcar, influenciado pela expectativa de maior oferta mundial e pela recuperação produtiva em importantes países exportadores.

Mercado acompanha logística e ritmo da safra brasileira

Além das oscilações nos preços internacionais, o mercado monitora de perto a capacidade logística dos portos brasileiros diante do avanço da safra no Centro-Sul.

O crescimento do line up reforça o ritmo acelerado das exportações brasileiras, sustentadas pela competitividade do açúcar nacional e pela forte participação do país no comércio global da commodity.

Analistas avaliam que o comportamento dos embarques nas próximas semanas seguirá diretamente ligado ao avanço da moagem, às condições climáticas e à demanda internacional pelo produto brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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