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Exportações de carne bovina crescem mais que a produção no Brasil, aponta Cepea

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Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacam que, embora a produção brasileira de carne bovina continue em expansão, a demanda externa tem apresentado crescimento ainda mais expressivo.

Dados do IBGE mostram aumento na produção no primeiro trimestre

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de carne bovina no Brasil cresceu 2,73% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso representa um acréscimo de 64,925 mil toneladas no volume total produzido.

Exportações brasileiras têm alta expressiva, quase 12%

Em contrapartida, as exportações de carne bovina apresentaram aumento de quase 12% no mesmo intervalo, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Foram 70,972 mil toneladas a mais comercializadas para o exterior em relação ao primeiro trimestre de 2024.

Preços refletem cenário favorável para pecuaristas

Os preços do boi gordo e da carne bovina já indicavam esse movimento de crescimento, conforme levantamento do Cepea. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, referência para o estado de São Paulo, registrou alta real de 22% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2024, descontada a inflação pelo IGP-DI.

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Valor da carcaça casada bovina também sobe no atacado

No atacado da Grande São Paulo, o preço da carcaça casada bovina teve valorização ainda maior, de 23,8% em termos reais no mesmo comparativo, reforçando a tendência positiva para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes sobem até 63% e levam relação de troca do produtor ao pior nível em anos

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A escalada dos preços dos fertilizantes no mercado internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, tem deteriorado de forma significativa a relação de troca do agricultor brasileiro. Altamente dependente de importações, o Brasil sente de forma direta os impactos desse choque externo, com forte valorização dos insumos no mercado interno.

De acordo com a StoneX, os fertilizantes nitrogenados lideram as altas mais intensas desde o início do conflito. A ureia, principal insumo da categoria, acumula valorização de cerca de 63% nos preços CFR no país. Já o sulfato de amônio (SAM) registra alta próxima de 30%, enquanto o nitrato de amônio (NAM) avança cerca de 60% no mesmo período.

Relação de troca atinge níveis críticos

A disparada da ureia tem impacto direto sobre a rentabilidade, especialmente no milho. Atualmente, são necessárias aproximadamente 60 sacas do cereal para a aquisição de uma tonelada do insumo — um dos piores níveis de troca dos últimos anos.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomas Pernías, o cenário exige cautela redobrada por parte dos produtores.

“Observamos uma deterioração relevante nas relações de troca, o que pressiona as margens e torna as decisões de compra mais complexas neste momento”, afirma.

Soja também enfrenta pressão nos custos

O ambiente adverso não se restringe ao milho. Produtores de soja também lidam com condições pouco atrativas para aquisição de fertilizantes fosfatados. Com custos elevados, a tendência é de uma demanda mais seletiva, com foco na redução de despesas operacionais.

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Esse comportamento já começa a impactar o ritmo de negociações no país, com produtores adotando uma postura mais defensiva diante da volatilidade dos preços.

Janela de compra impõe limite à cautela

Apesar da retração momentânea, o calendário agrícola brasileiro limita o adiamento das decisões. A principal janela de compra de fertilizantes ocorre no segundo semestre, antes do plantio da safra de verão.

Nas últimas semanas, parte dos agricultores optou por postergar aquisições, aguardando maior definição do cenário global. No entanto, essa estratégia tende a perder força com o avanço da temporada.

Decisão inevitável no radar do produtor

Diante desse contexto, os produtores brasileiros devem, em breve, tomar decisões estratégicas. As alternativas passam por absorver os custos mais elevados — com impacto direto nas margens — ou reduzir o uso de insumos, o que pode comprometer o potencial produtivo das lavouras.

“Em algum momento, o produtor terá que decidir entre pagar mais caro pelos fertilizantes ou ajustar o pacote tecnológico. Ambas as opções têm implicações relevantes. A evolução do conflito será determinante para o comportamento da demanda no Brasil”, conclui Pernías.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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