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Exportações de café não torrado geram US$ 1,042 bilhão em novembro de 2024

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De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (25), o faturamento das exportações de café não torrado durante os quatorze primeiros dias úteis de novembro de 2024 alcançou US$ 1,042 bilhão. Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o total registrado foi de US$ 735,783 milhões, o aumento foi expressivo. A média diária de faturamento neste mês subiu 102,4%, passando de US$ 36,789 milhões em novembro de 2023 para US$ 74,466 milhões em novembro de 2024.

Em termos de preço, o valor negociado para o café não torrado nos primeiros quatorze dias de novembro de 2024 avançou 52,2% em relação ao mesmo mês de 2023. A média diária de negociação foi de US$ 4.771,00, enquanto no ano passado a média foi de US$ 3.134,90.

Quanto ao volume exportado, os dados apontam que 218.706 toneladas de café não torrado foram enviadas ao exterior nos quatorze primeiros dias de novembro de 2024, em comparação com 234.706 toneladas exportadas durante todo o mês de novembro de 2023. A média diária de exportação subiu 33%, alcançando 15.608 toneladas, em comparação com as 11.735 toneladas médias diárias registradas no ano anterior.

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Café torrado e derivados

O faturamento das exportações de café torrado, extratos, essências e concentrados também apresentou um crescimento significativo. Nos quatorze primeiros dias de novembro de 2024, o total alcançou US$ 73,305 milhões, superando os US$ 59,802 milhões registrados no mês inteiro de novembro de 2023. A média diária de faturamento foi de US$ 5,236 milhões, um aumento de 75,1% em relação aos US$ 2,990 milhões por dia registrados no ano passado.

O volume embarcado desses produtos atingiu 6.822 toneladas nos primeiros quatorze dias de novembro de 2024, um número semelhante às 6.883 toneladas exportadas durante todo o mês de novembro de 2023. A média diária de exportação foi de 487 toneladas, o que representou um crescimento de 41,6% em comparação com as 344 toneladas médias diárias de novembro de 2023.

O preço médio de exportação também subiu 23,7%, passando de US$ 8.687,60 por tonelada em novembro de 2023 para US$ 10.744,90 em novembro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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