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Exportações de café mantêm ritmo estável na quarta semana de julho de 2025

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Café não torrado: volume cai, mas receita cresce

No período de 19 dias úteis de julho de 2025, a média diária exportada de café não torrado apresentou queda de 17,2%, totalizando 7.283 toneladas, contra 8.794 toneladas registradas em 23 dias úteis de julho de 2024.

O volume total exportado em julho deste ano foi de 138,388 milhões de toneladas, abaixo dos 202,266 milhões de toneladas do mesmo mês do ano passado.

Por outro lado, o faturamento das exportações do café não torrado nos 19 primeiros dias úteis de julho/25 atingiu US$ 907,680 milhões, superando os US$ 832,080 milhões registrados em todo o mês de julho/24. A média diária de receita ficou em US$ 47,772 milhões, uma alta de 32,1% em relação aos US$ 36,177 milhões da média diária de julho/24.

Além disso, o preço médio do café não torrado avançou 59,4% na comparação entre os 19 dias úteis de julho/25 (US$ 6.558,90) e o mês inteiro de julho/24 (US$ 4.113,80).

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Café torrado, extratos, essências e concentrados: queda no volume, aumento na receita

As exportações de café torrado e derivados totalizaram 6.678 toneladas nos 19 dias úteis de julho de 2025, contra 8.493 toneladas nos 23 dias úteis de julho de 2024. A média diária exportada foi de 351 toneladas, apresentando queda de 4,8% frente à média diária de 369 toneladas do mês inteiro de julho do ano anterior.

Apesar da redução no volume, o faturamento dessas exportações cresceu. Nos 19 primeiros dias úteis de julho/25, a receita somou US$ 89,056 milhões, acima dos US$ 82,086 milhões de todo o mês de julho/24. A média diária de receita foi de US$ 4,687 milhões, um aumento de 31,3% frente aos US$ 3,569 milhões de julho/24.

O preço médio negociado para café torrado e derivados também registrou valorização de 38%, atingindo US$ 13.333,90 na quarta semana de julho/25, comparado a US$ 9.664,80 do mês inteiro de julho/24.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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