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Exportações de Café do Brasil Superam Expectativas e Alcançam Recorde de Receita em 2024

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Até novembro de 2024, as exportações de café do Brasil atingiram um marco histórico, alcançando uma receita cambial de US$ 11,3 bilhões. Esse valor representa um aumento de 22,3% em relação ao recorde anterior, registrado em 2022, que foi de US$ 9,24 bilhões, e um crescimento de 56% comparado ao mesmo período de 2023.

Em termos de volume, o Brasil exportou 46,4 milhões de sacas de 60kg de café entre janeiro e novembro de 2024, um aumento de 32,2% em relação ao ano anterior. Esse volume também superou o recorde de 2020, quando foram exportadas 44,7 milhões de sacas. A performance do setor no último mês do ano deve impulsionar ainda mais esses números.

No total, 42,66 milhões de sacas exportadas foram de café verde, correspondendo a 91,9% do total exportado, com destaque para as 33,97 milhões de sacas de café arábica, representando 79,7% do café verde. O restante, 8,67 milhões de sacas, foram de café robusta e conilon, que responderam por 20,3% do total de café verde exportado.

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O café industrializado, que inclui as variedades de café solúvel e torrado & moído, também teve um bom desempenho, com 3,73 milhões de sacas exportadas, o que representa 8,1% do total. Desse montante, 98,8% foram de café solúvel, e 1,2% de café torrado & moído.

Em relação às exportações diferenciadas, ou seja, cafés de qualidade superior ou com certificações de práticas sustentáveis, o Brasil exportou 8,11 milhões de sacas de 60kg, representando 17,5% do total exportado. O preço médio dessas sacas foi de US$ 269,41, gerando uma receita de US$ 2,18 bilhões, o que corresponde a 19,3% do total obtido com as exportações de café em 2024. Esse valor é 57% superior ao registrado no mesmo período de 2023.

Esses dados estão disponíveis no Relatório Mensal de Novembro de 2024 do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que também inclui informações detalhadas sobre o desempenho do setor no mercado internacional.

Em novembro de 2024, as exportações de café do Brasil somaram 4,66 milhões de sacas, com um aumento de 5,4% em volume em relação ao mesmo mês do ano anterior, e uma expressiva alta de 62,7% na receita cambial, que passou de US$ 825,7 milhões para US$ 1,34 bilhão.

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Relatório mensal novembro 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita de café avança para 15,8% na área da Cooxupé, mas chuvas desaceleram trabalhos no campo

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A colheita da safra de café 2026 dos cooperados da Cooxupé atingiu 15,8% da área cultivada até o dia 14 de junho, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pela cooperativa. O índice reflete o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras atendidas pela instituição, embora as chuvas registradas nas últimas semanas tenham provocado atrasos em algumas localidades.

Considerada a maior cooperativa de cafeicultores do mundo, a Cooxupé reúne mais de 22 mil produtores distribuídos por mais de 370 municípios das regiões Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana Paulista, formando uma das principais áreas produtoras de café arábica do Brasil.

Sul de Minas lidera volume colhido

A principal região produtora dentro da área de atuação da cooperativa, o Sul de Minas, alcançou 19,1% da colheita concluída até a primeira quinzena de junho. O desempenho reflete o início mais intenso dos trabalhos nas lavouras, impulsionado pelas condições climáticas favoráveis registradas durante parte do período de maturação dos frutos.

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Nas Matas de Minas, o avanço chegou a 20%, enquanto a região da Média Mogiana, em São Paulo, apresentou o maior percentual entre as áreas monitoradas, com 21,5% da safra já colhida.

Já o Cerrado Mineiro registra ritmo mais lento, com 8,8% da área colhida até o momento, refletindo características próprias do calendário de maturação das lavouras e da logística de colheita na região.

Chuvas recentes provocam atraso nos trabalhos

Embora a Cooxupé não tenha divulgado comparação com o mesmo período do ano anterior, relatos de campo apontam que as chuvas registradas recentemente contribuíram para desacelerar o ritmo da colheita em algumas áreas produtoras.

A precipitação durante o período de colheita costuma exigir maior cautela dos cafeicultores, tanto para preservar a qualidade dos grãos quanto para evitar perdas operacionais e dificuldades no processo de secagem.

Mercado acompanha evolução da safra brasileira

O avanço da colheita é acompanhado de perto pelo mercado nacional e internacional de café, uma vez que o Brasil permanece como maior produtor e exportador mundial da commodity.

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A evolução dos trabalhos nas regiões atendidas pela Cooxupé é considerada um importante termômetro da safra brasileira, influenciando expectativas sobre oferta, qualidade dos grãos e comportamento dos preços nos próximos meses.

Com o pico da colheita se aproximando, produtores seguem monitorando as condições climáticas e o desenvolvimento das operações, fatores que serão determinantes para o resultado final da safra e para o desempenho das exportações brasileiras de café em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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