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Exportações de arroz iniciam temporada com desaceleração, balança comercial negativa

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O início da temporada comercial 2024/25 para as exportações de arroz base casca começou com uma desaceleração significativa, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A quantidade total exportada atingiu 85,409 mil toneladas, marcando uma queda de 26,2% em relação ao mesmo período da temporada anterior, que registrou 115,809 mil toneladas. Esses dados foram compilados pelo analista de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Exportações em Detalhe

Das exportações totais, apenas 15,3 toneladas correspondiam ao arroz em casca, em comparação com as 102,62 mil toneladas exportadas na temporada anterior. O arroz quebrado apresentou um aumento significativo, com 39,79 mil toneladas exportadas em março, em comparação com as 13 toneladas da temporada anterior. Quanto ao arroz branco, foram exportadas 45,58 mil toneladas, um aumento considerável em relação às 13,11 mil toneladas do mesmo período anterior. Por fim, o arroz descascado totalizou cerca de 24 toneladas, em comparação com as 63 toneladas exportadas no mesmo período da temporada anterior.

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Importações e Saldo Comercial

Em relação às importações de arroz base casca, o início da temporada 2024/25 também registrou um declínio, totalizando 120,57 mil toneladas, o que representa uma redução de 15,86% em comparação com as 143,29 mil toneladas da temporada anterior. O arroz branco importado foi de 62,73 mil toneladas, em comparação com as 75,4 mil toneladas do mesmo período anterior. Já o arroz descascado teve um volume importado de 47,07 mil toneladas, uma diminuição de 14,04% em comparação com as 54,76 mil toneladas da temporada anterior.

Evandro Oliveira observa que, neste início da temporada comercial 2024/25, o setor de arroz registrou um saldo comercial negativo de 35,161 mil toneladas (base casca), comparado ao déficit de 27,481 mil toneladas no mesmo período da temporada anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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