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Exportações de arroz crescem 34% no início de 2025

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O Brasil iniciou 2025 com um expressivo aumento nas exportações de arroz. Em janeiro, o país embarcou 112,5 mil toneladas do grão (base casca), gerando uma receita de US$ 35,9 milhões. Os números representam um crescimento de 34% no volume exportado e de 35% no faturamento em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados foram compilados pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) a partir de informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Queda nas importações

No sentido oposto, as importações de arroz registraram forte retração. Em janeiro, o Brasil adquiriu 118,6 mil toneladas do cereal (base casca), com um desembolso de US$ 40,3 milhões. O volume representa uma queda de 43% em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto o valor recuou 54% no mesmo período.

Arroz beneficiado domina exportações

A indústria brasileira de arroz beneficiado respondeu por 99,7% dos embarques do cereal ao exterior. No primeiro mês do ano, foram exportadas 112,3 mil toneladas desse tipo de arroz, com uma receita de US$ 35,8 milhões. Tanto o volume quanto o faturamento cresceram 34% em relação a janeiro de 2024.

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Os principais destinos do arroz beneficiado brasileiro foram Senegal, Gâmbia, Peru, Cabo Verde, Estados Unidos, Cuba, Uruguai, Serra Leoa, Trinidad e Tobago e Chile.

Já o México, que anteriormente figurava na lista dos maiores importadores, deixou de comprar o produto brasileiro devido ao fim da isenção tarifária para o arroz beneficiado. A isenção fazia parte do Programa Contra a Inflação e Carestia (PACIC), política do governo mexicano que foi alterada recentemente, passando a taxar o produto brasileiro em 16%.

“Atualmente, apenas o arroz em casca segue isento de tarifas, enquanto o grão beneficiado voltou a ser taxado, reduzindo nossa competitividade no mercado mexicano. Por isso, temos trabalhado para garantir um tratamento isonômico em relação a outros países do Mercosul”, explica Elton Doeler, presidente da Abiarroz.

Com a implementação do PACIC em maio de 2022, as exportações brasileiras para o México tiveram um crescimento significativo, saltando de 32 mil para 450 mil toneladas. O país segue como um dos oito mercados estratégicos do Brazilian Rice, projeto da Abiarroz em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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