AGRONEGÓCIO

Exportações de Açúcar do Brasil Iniciam Novembro com Crescimento Acelerado

Publicado em

As exportações de açúcar e melaço do Brasil começam o mês de novembro com um desempenho acima da média, registrando um aumento significativo nos primeiros seis dias úteis. De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou um total de 1.316.516,7 toneladas de açúcar e melaço, com uma média diária de 219.429,9 toneladas. Esse volume representa uma alta de 15,2% em comparação à média diária da primeira semana de outubro de 2024 e um aumento de 29,44% em relação ao mesmo período de outubro do ano anterior.

Em termos de comparação anual, as exportações de novembro de 2024 mostraram um crescimento de 20,4% em relação ao mesmo mês de 2023, quando a média diária foi de 182.216,4 toneladas. O desempenho das exportações, até agora, representa uma sólida recuperação no setor, evidenciada por um aumento consistente no volume embarcado.

Leia Também:  Iridovírus: Desafios e Prevenção na Criação de Tilápias

Em termos financeiros, as exportações brasileiras de açúcar e melaço neste início de novembro geraram uma receita de US$ 619.988,5 mil, com uma média diária de US$ 103.331,4 mil, o que representa um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2023, quando o total diário era de US$ 97.108,9 mil. No entanto, os preços internacionais do produto, que chegaram a US$ 470,9 por tonelada, apresentaram uma queda de 11,6% em comparação ao valor médio de US$ 532,4 por tonelada registrado no mesmo período de 2023.

Esse aumento no volume exportado, apesar da redução nos preços, demonstra a robustez do mercado externo para o açúcar brasileiro, com perspectivas positivas para o setor no restante do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Prefeito recebe carta da Embaixada de Israel propondo parcerias

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Balança comercial terá queda de exportação e mais importações, diz AEB

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA