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Exportações brasileiras sofrem com novas tarifas dos EUA e pequenas empresas são as mais afetadas

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As recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros têm causado impactos negativos significativos para a economia nacional. O aumento dos custos para os importadores americanos diminui a competitividade dos produtos brasileiros, desacelerando o ritmo das exportações e ameaçando o superávit comercial do Brasil com os EUA. Setores-chave, como o agronegócio e a indústria alimentícia, estão entre os mais prejudicados.

Pequenos e médios produtores enfrentam maior dificuldade

Segundo Fábio Saraiva, presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), os pequenos e médios produtores sentem o impacto de forma mais severa. Sem estrutura para rapidamente redirecionar suas vendas para outros mercados, esses empresários acabam concentrando a oferta no mercado interno. Isso pressiona os preços para baixo, gerando prejuízos financeiros e riscos de demissões, além de afetar a atividade econômica em diversas regiões do país.

“O impacto é ainda mais severo para os pequenos e médios produtores, que compõem uma parte significativa das cadeias exportadoras. Muitos ficam com a produção encalhada, sendo obrigados a vender por preços mais baixos internamente, o que pode causar prejuízos financeiros e retração econômica”, explica Saraiva.

Produtos atingidos e insegurança no mercado

Apesar de alguns setores, como o suco de laranja e o setor aeroespacial, terem sido poupados das tarifas, produtos perecíveis — como carnes, frutas e pescados — foram diretamente afetados. Essa situação amplia a insegurança entre os exportadores brasileiros, afetando também a confiança nas relações comerciais bilaterais, o que pode comprometer decisões de investimento e planejamento produtivo no Brasil.

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Ações do governo brasileiro para mitigar os impactos

Em resposta às tarifas, o governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e está avaliando medidas para minimizar os efeitos negativos. Entre as alternativas estudadas estão a negociação de acordos bilaterais, concessão de crédito emergencial e apoio à diversificação dos mercados de exportação.

A interlocução política e institucional será fundamental para conter os prejuízos e restabelecer a estabilidade nas exportações brasileiras.

“No campo político, o Brasil pode mobilizar o setor privado e aliados comerciais para pressionar por revisões ou exceções às tarifas. Contudo, o sucesso dependerá da disposição dos dois países em manter um diálogo aberto e preservar os canais de cooperação econômica”, conclui Saraiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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