AGRONEGÓCIO

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS: Renovação de pacote contra a inflação no México impulsionará exportações brasileiras

Publicado em

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu com entusiasmo o decreto de renovação, por mais um ano, do “Paquete contra la inflación y la carestia” (PACIC) no México, publicado nesta quarta-feira (27) pelo Presidente Andrés Manuel López Obrador. A medida, que visa auxiliar no combate à inflação no país, isenta o imposto de importação aplicado para produtos que compõem o consumo das famílias mexicanas e tem se tornado um impulso para as exportações brasileiras, fortalecendo as relações comerciais entre os dois países.

A lista de produtos beneficiados pelo PACIC inclui itens como carne de aves, carne suína, carne bovina, milho, arroz e ovos – produtos nos quais o Brasil tem forte presença exportadora.

Em 2023, o México se tornou o 5º principal parceiro comercial brasileiro, atrás da China, Estados Unidos, Argentina e União Europeia. Também neste ano, o México passou o Chile e o Paraguai, colocando-se como segundo principal destino das exportações agropecuárias brasileiras na América Latina. A evolução deve-se, em grande parte, à implementação do PACIC em maio de 2022, que facilitou a entrada de produtos brasileiros no mercado mexicano, em especial no setor agropecuário, em razão da isenção temporária de impostos sobre importações de itens essenciais.

Leia Também:  Exportações dos EUA impulsionam alta nos preços futuros da soja em Chicago

Os dados de comércio entre janeiro e novembro de 2023 revelam que as exportações brasileiras agropecuárias para o México atingiram cerca de US$ 2,259 bilhões, sendo que mais de 90% desse valor corresponde a itens da lista de produtos beneficiados pelo pacote anti-inflacionário mexicano. Com o PACIC, o Brasil passou a ser o segundo fornecedor de carne de aves ao mercado mexicano, e o México o décimo terceiro principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, com participação de 1,7% no total exportado.

No final de novembro deste ano, uma comitiva do Mapa, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, visitou o México para negociar a prorrogação do referido pacote em reuniões estratégicas com autoridades do governo mexicano, representantes da Embaixada brasileira e parceiros comerciais.

“A renovação do PACIC é, portanto, uma vitória tanto para o agro brasileiro quanto para a economia familiar mexicana, reforçando a relação comercial entre os dois países e abrindo caminho para futuras oportunidades de crescimento e cooperação”, ressaltou Perosa.

Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  OCDE vê perspectivas de crescimento de longo prazo caindo quase pela metade nas principais economias

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Banco Central: crédito rural para pessoas físicas teve inadimplência recorde de 9,7% em agosto

Published

on

A inadimplência do crédito rural a pessoas físicas alcançou 9,69% do saldo das operações em agosto de 2026, o maior nível da série do Banco Central, iniciada em março de 2011. Em julho, o índice era de 8,79%. Nas operações contratadas a taxas de mercado, o percentual chegou a 17,56%, enquanto nas linhas com taxas reguladas ficou em 3,83%.

O agravamento aparece também na comparação anual. Em agosto de 2025, a inadimplência do conjunto do crédito rural direcionado a pessoas físicas estava em 5,23%. O aumento em doze meses foi de 4,46 pontos percentuais. Em agosto de 2023, o indicador era de 0,95%: em três anos, portanto, a taxa se multiplicou por mais de dez.

O Banco Central considera inadimplente o saldo dos financiamentos com pelo menos uma parcela vencida há mais de 90 dias. O cálculo mede o valor das operações nessa situação em relação ao saldo total da carteira. Assim, os 9,69% expressam a parcela do crédito afetada, e não a proporção de produtores inadimplentes.

Leia Também:  Exportações de carne suína crescem 11,7% em janeiro

Os números abrangem financiamentos com recursos direcionados, vinculados à produção e ao investimento rural. Entre suas fontes estão depósitos à vista, poupança rural e fundos e programas públicos. Dentro desse conjunto, o Banco Central separa os contratos com taxas reguladas dos contratados a taxas de mercado, permitindo observar a diferença entre as duas modalidades.

Nas operações com taxas de mercado, a inadimplência subiu de 15,56% em julho para 17,56% em agosto, avanço de dois pontos percentuais em um mês. Nas linhas reguladas, passou de 3,67% para 3,83%. A distância entre os índices mostra que a média geral reúne carteiras com níveis bastante diferentes de atraso.

Os indicadores registram a evolução dos pagamentos, mas não identificam, isoladamente, as causas dos atrasos. Para explicar o resultado de uma propriedade, é necessário examinar a produção obtida, os preços de venda, os custos assumidos e o calendário das parcelas. A taxa nacional também não permite concluir quantos pequenos, médios ou grandes produtores enfrentam dificuldades.

Para quem prepara o financiamento da safra 2026/27, o ponto central é compatibilizar os compromissos anteriores com as despesas do novo ciclo. A negociação exige uma previsão de caixa que considere o período entre a compra dos insumos, a colheita e o recebimento das vendas.

Leia Também:  Câncer de colo de útero: 21,4% das brasileiras fazem rastreamento

Na conversa com a instituição financeira, reunir contratos, vencimentos, garantias e uma estimativa de receitas ajuda a dimensionar a necessidade de renegociação. Além do valor da parcela, devem entrar na conta os juros, o prazo total e o custo final do acordo. O novo calendário precisa caber na capacidade de pagamento da atividade.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA