AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras para os países árabes se aproximam de recordes históricos

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As exportações brasileiras para a Liga Árabe estão projetadas para atingir um novo recorde em receita ao final de 2024, conforme avalia a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas para os 22 países membros da entidade diplomática cresceram 25,64% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 17,72 bilhões. O superávit gerado no período alcançou US$ 9,74 bilhões, valor que já supera o total registrado em todo o ano de 2023, que foi de US$ 8,68 bilhões.

Os principais produtos que impulsionaram esse desempenho foram açúcar, proteínas animais e minério de ferro. A demanda por esses itens continua elevada, o que indica um consumo crescente na região, juntamente com a continuidade dos projetos de infraestrutura, mesmo diante de recentes revisões nos investimentos governamentais em uma economia menos dependente do petróleo.

O agronegócio teve um papel fundamental, respondendo por 74,85% das exportações totais. As vendas do setor cresceram 25,52%, alcançando US$ 13,26 bilhões. Entre os produtos, açúcar, frango, milho, carne bovina e soja lideraram os embarques, todos com aumentos significativos nos volumes enviados, exceto a soja, que apresentou uma queda de 7%.

As vendas de açúcar, por exemplo, aumentaram 47,80%, totalizando US$ 4,97 bilhões, com os Emirados Árabes Unidos à frente nas compras, adquirindo US$ 997,26 milhões do produto — três vezes mais do que no período anterior. A maior parte do açúcar foi destinada à reexportação, sendo reembalada sob rótulos emiráticos.

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As exportações de frango também mostraram um crescimento de 9,72%, chegando a quase US$ 2,76 bilhões. Os Emirados Árabes lideraram as compras, totalizando US$ 744,17 milhões (alta de 10,21%), seguidos pela Arábia Saudita (US$ 628,04 milhões, com queda de 1,52%, mas um aumento de 5,32% nos volumes) e pelo Iraque (US$ 319,69 milhões, alta de 40,13%), que registrou um dos maiores aumentos de demanda na região.

O milho, utilizado como insumo na produção de carne de frango e na indústria alimentícia, especialmente na Arábia Saudita, apresentou um aumento nas vendas de 35,04%, totalizando US$ 1,52 bilhão. Em contraste, as receitas da soja caíram 23,05%, atingindo US$ 986,13 milhões.

As exportações de bovinos já alcançaram níveis recordes, superando o total vendido em 2019, que até então era o melhor ano da série. De janeiro a setembro, as receitas aumentaram 88,95%, totalizando US$ 1,44 bilhão, com os Emirados Árabes na liderança (US$ 547,02 milhões, alta de 168,56%), seguidos pelo Egito (US$ 244,37 milhões, aumento de 22,54%) e pela Arábia Saudita (US$ 203,04 milhões, aumento de 26,13%).

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Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe, destaca que esses resultados evidenciam a importância dos mercados árabes nas exportações brasileiras. “Desde o final da década de 1970, os países árabes vêm fortalecendo suas relações comerciais com o Brasil, que desempenha um papel crucial na segurança alimentar do bloco”, afirma.

Embora o atual conflito no Oriente Médio deva ser considerado um ponto de atenção para o setor exportador, Mourad ressalta que, até o momento, a situação não afetou diretamente os grandes mercados da região e não desacelerou o ritmo das exportações. “Conflitos anteriores aumentaram os custos logísticos, mas nunca prejudicaram as vendas de forma significativa, visto que exportamos muitos produtos essenciais. Esperamos que este conflito se resolva o mais breve possível”, conclui.

O secretário-geral espera que os embarques mantenham um ritmo intenso até o final do ano, com importadores buscando reforçar seus estoques para o Ramadã, mês sagrado muçulmano, que no próximo ano terá início mais cedo, no final de fevereiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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