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Exportações aquecidas nos EUA impulsionam preços futuros da soja em Chicago

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Na manhã desta terça-feira (5), os contratos futuros da soja apresentaram leve valorização na Bolsa de Chicago (CBOT), com movimentações atreladas ao aquecimento da demanda de exportação dos Estados Unidos. Por volta das 08h32 (horário de Brasília), os principais contratos registravam altas entre 1,25 e 2,00 pontos. O contrato para janeiro de 2025 teve alta de 2,00 pontos, com preço de US$ 9,99 por bushel; o de março de 2025 subiu 1,75 pontos, cotado a US$ 10,13; e o de maio de 2025 alcançou US$ 10,29 por bushel, com aumento de 1,25 pontos.

A agência Reuters Internacional ressaltou que tanto o milho quanto a soja demonstraram recuperação recente em Chicago, após atingirem mínimas em quatro anos nos últimos meses. Este movimento positivo tem sido influenciado pela maior demanda externa por grãos americanos.

Além das exportações, os agentes do mercado seguem atentos ao desfecho das eleições presidenciais dos EUA, que ocorrem hoje, em meio a preocupações com as políticas comerciais. Propostas tarifárias do candidato Donald Trump, por exemplo, geram incertezas sobre possíveis impactos ao comércio agrícola norte-americano.

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Outro ponto de expectativa é o relatório mensal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previsto para sexta-feira, que trará atualizações sobre as estimativas de oferta, demanda e estoques de grãos.

Na segunda-feira (4), o USDA confirmou a venda de 132 mil toneladas de soja dos EUA para destinos não revelados na temporada 2024/25. Conforme dados da consultoria Agrifatto, a cotação da soja no mercado físico em Paranaguá (SP) apresentou alta de 0,21%, fechando a R$ 144,59 por saca, impulsionada pela demanda aquecida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Diesel S-10 dispara mais de 7% em abril e pressiona custos do transporte no Brasil

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O preço do diesel S-10 registrou forte alta nos postos brasileiros em abril, consolidando um movimento de pressão sobre os custos logísticos e o transporte no país. Segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o combustível avançou mais de 7% na comparação com março, alcançando média de R$ 7,61 por litro.

O diesel comum também apresentou elevação relevante no período, com alta de 6,42%, chegando a R$ 7,46 por litro. O levantamento considera abastecimentos realizados em uma base de mais de 21 mil postos credenciados em todo o Brasil.

Diesel lidera alta entre combustíveis

Entre os principais combustíveis, o diesel foi o que registrou a maior variação em abril. A gasolina teve aumento de 3,45%, com preço médio de R$ 6,90 por litro, enquanto o etanol hidratado apresentou leve alta de 0,62%, sendo comercializado a R$ 4,86.

De acordo com o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, o movimento de alta reflete fatores estruturais e conjunturais. “Abril foi marcado por uma pressão significativa nos preços do diesel, influenciada pelo cenário de oferta e demanda e por ajustes nas refinarias”, destacou.

Conflito no Oriente Médio impacta mercado

O avanço dos preços está diretamente ligado ao cenário internacional, especialmente às tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito tem provocado instabilidade no mercado global de petróleo, afetando cadeias de abastecimento e elevando custos.

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No Brasil, o impacto é ampliado pela dependência externa: cerca de 25% do diesel consumido no país é importado. A Petrobras, principal produtora nacional, também atua como importadora, o que torna o mercado sensível às oscilações internacionais.

O último reajuste promovido pela estatal ocorreu em meados de março, mas os efeitos do cenário global continuam sendo repassados ao consumidor final.

Governo tenta conter alta

Diante da escalada de preços, o governo federal implementou medidas para reduzir o impacto, incluindo programas de subsídio ao diesel. A iniciativa busca amenizar os custos, principalmente para o setor de transporte e o agronegócio, altamente dependentes do combustível.

Alta atinge todo o país

Os dados do IPTL indicam que todas as regiões brasileiras registraram aumento no preço do diesel em abril. O Nordeste apresentou as maiores altas percentuais em relação a março, enquanto a região Norte concentrou os preços médios mais elevados.

O movimento reforça a preocupação com os custos logísticos no Brasil, especialmente em um momento de intensificação das atividades no campo e escoamento da produção agrícola.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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