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Exportação diária de café não torrado cai mais de 27% no início de junho, mas faturamento cresce

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Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária de exportação de café não torrado nos cinco primeiros dias úteis de junho de 2025 foi de 7.376 toneladas. Esse volume representa uma queda de 27,4% em comparação com a média diária do mês inteiro de junho de 2024, que foi de 10.163 toneladas.

No total, o volume exportado nos primeiros cinco dias deste mês foi de 36,882 mil toneladas, enquanto em junho do ano passado o volume somou 203,278 mil toneladas.

Faturamento do café não torrado aumenta apesar da queda nos embarques

O faturamento das exportações de café não torrado nos cinco primeiros dias úteis de junho de 2025 atingiu US$ 265,475 milhões, frente a US$ 801,952 milhões obtidos ao longo de todo o mês de junho de 2024. Em média diária, o faturamento atual é de US$ 53,095 milhões, valor 32,4% superior à média de junho de 2024, que foi de US$ 40,097 milhões.

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Valorização do preço médio do café não torrado

O preço médio do café não torrado negociado nos primeiros cinco dias úteis de junho de 2025 foi de US$ 7.197,90 por tonelada, um aumento de 82,5% em relação ao preço médio de US$ 3.945,10 registrado durante todo o mês de junho de 2024.

Exportações de café torrado, extratos, essências e concentrados

No segmento de café torrado e seus derivados, o faturamento nos cinco primeiros dias úteis de junho de 2025 alcançou US$ 25,490 milhões, contra US$ 68,149 milhões de todo o mês de junho do ano passado. A média diária atual foi de US$ 5,098 milhões, crescimento de 49,6% frente à média diária de junho de 2024, que foi de US$ 3,407 milhões.

Volume e preço médio das exportações de café torrado

O volume embarcado desse grupo nos primeiros cinco dias de junho de 2025 foi de 1.941 toneladas, enquanto no mês inteiro de junho de 2024 o volume somou 7.230 toneladas. A média diária em junho de 2025 ficou em 388 toneladas, 7,4% acima da média diária de junho do ano anterior, que foi de 361 toneladas.

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Já o preço médio do café torrado, extratos, essências e concentrados nos primeiros cinco dias de junho de 2025 foi de US$ 13.128,80, representando uma valorização de 39,3% frente ao preço médio de junho de 2024, que foi de US$ 9.425,90.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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