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Exportação de soja pode superar volume de maio de 2024 com leve alta nos preços

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Durante a semana encerrada em 22 de maio, a cotação da soja no Brasil registrou uma leve alta, segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema). A média no Rio Grande do Sul ficou em R$ 119,70 por saca, enquanto nas principais praças o preço variou entre R$ 118,00 e R$ 119,00. Nas demais regiões do país, os valores oscilaram entre R$ 106,00 e R$ 120,00 por saca.

Projeções atualizadas para a safra e processamento

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou as estimativas para a safra nacional de soja. A produção total deve alcançar 169,7 milhões de toneladas, com esmagamento previsto em 57,5 milhões de toneladas. A produção de farelo e óleo de soja deve se manter estável, estimada em 44,1 milhões e 11,4 milhões de toneladas, respectivamente.

Exportações devem crescer em 2025

Para 2025, a Abiove prevê exportações de 108,2 milhões de toneladas de soja em grãos. As exportações de farelo estão projetadas em 23,6 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja deve atingir 1,4 milhão de toneladas embarcadas.

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Desempenho do processamento industrial

Em março, o processamento de soja somou 4,67 milhões de toneladas, um aumento de 29,7% em relação a fevereiro, mas uma queda de 6,8% na comparação com março de 2024. No primeiro trimestre, o volume processado atingiu 11,65 milhões de toneladas, 1,3% acima do mesmo período do ano anterior.

Queda nos preços do óleo de soja refinado

Apesar do aumento na produção de biodiesel, os preços do óleo de soja refinado seguem em baixa. Em abril, o produto completou quatro meses consecutivos de queda, acumulando uma variação negativa de 5,7% desde janeiro. A produção de biodiesel cresceu 8,2% no primeiro trimestre e 10,1% em março, em comparação com o mesmo mês de 2024.

Redução no preço do biodiesel

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o preço do biodiesel caiu de R$ 6,50 por litro em dezembro para cerca de R$ 5,00 por litro em abril (considerando PIS e Cofins, mas sem ICMS).

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Previsão de exportações para maio de 2025

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta que o Brasil deve exportar 14,5 milhões de toneladas de soja em grão em maio, volume que seria um milhão de toneladas maior que o registrado no mesmo mês de 2024. A exportação de farelo também deve crescer, podendo atingir 2,36 milhões de toneladas no período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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