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Exportação de Soja pelos Portos do Paraná Supera Média Nacional e Cresce 16%

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Os portos do Paraná registraram um aumento expressivo na exportação de soja nos primeiros sete meses de 2024, alcançando 9,41 milhões de toneladas, um crescimento de 16% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 8,08 milhões de toneladas. Esse desempenho é quatro vezes superior à média nacional, que registrou um aumento de apenas 4% nas exportações de soja, passando de 72,45 milhões de toneladas em 2023 para 75,39 milhões de toneladas em 2024, segundo dados do Comex/Stat, sistema oficial do governo brasileiro sobre comércio exterior.

A China se consolidou como o principal destino da soja exportada pelos portos paranaenses, absorvendo 94% do total exportado. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, destaca que as perspectivas para os próximos meses são positivas, com expectativas de uma boa safra para o ciclo 2024/2025, cujo plantio se inicia em setembro.

O Porto de Paranaguá, em particular, teve um desempenho notável, registrando o maior crescimento em movimentação de soja entre todos os portos brasileiros, contribuindo significativamente para o aumento de 45% nas exportações de commodities pelo Paraná em relação ao ano anterior. Em termos gerais, o Paraná exportou 9,4 milhões de toneladas de soja em 2024, frente a pouco mais de 8 milhões de toneladas em 2023.

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Exportações Gerais

Entre janeiro e julho de 2024, os portos paranaenses movimentaram um total de 24,75 milhões de toneladas de mercadorias para exportação, um aumento de 4% em relação ao ano passado, quando foram exportadas 23,81 milhões de toneladas. Além da soja, o açúcar a granel e os contêineres foram os produtos que mais cresceram em volume exportado durante o período.

O açúcar a granel foi a segunda commodity com maior crescimento, com 3,35 milhões de toneladas exportadas em 2024, representando um aumento de 50% em comparação a 2023, quando foram movimentadas 2,24 milhões de toneladas. Os principais destinos desse açúcar foram Indonésia e Irã.

Em terceiro lugar, a movimentação de contêineres também apresentou um aumento significativo. Foram embarcados 461.808 TEUs (unidade equivalente a 20 pés de comprimento) no período, um crescimento de 38% em relação a 2023, quando foram movimentados 334.994 TEUs. A carne congelada, especialmente frango e boi, foi a principal commodity exportada nessa categoria.

Segundo Gabriel Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, parte desse crescimento se deve ao complexo de carnes, com destaque para o frango congelado, que consolidou o Porto de Paranaguá como o maior canal de exportação desse produto no mundo.

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Recordes no Período

Os portos paranaenses também atingiram recordes históricos de movimentação no primeiro semestre de 2024, totalizando 33,78 milhões de toneladas, um aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram movimentadas 30,89 milhões de toneladas. Os meses de janeiro, fevereiro, março e junho também registraram números históricos, com destaque para junho, que alcançou a maior movimentação mensal da história do porto, com 6,58 milhões de toneladas, superando o recorde anterior de 6,37 milhões de toneladas em dezembro de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão sobe no Brasil com oferta limitada e atraso na colheita no Paraná

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Os preços do feijão seguem firmes no mercado brasileiro neste início de maio, impulsionados pela menor oferta do grão e pelo atraso na colheita da segunda safra no Paraná, principal estado produtor do país. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, as cotações do feijão carioca e do feijão preto avançaram nas principais regiões acompanhadas pelo centro de pesquisas.

De acordo com os pesquisadores, o desenvolvimento mais tardio das lavouras paranaenses e as chuvas irregulares registradas nas últimas semanas reduziram o ritmo das colheitas, mantendo limitada a disponibilidade de produto no mercado. Esse cenário tem reforçado a sustentação dos preços, especialmente diante da demanda ativa por lotes de melhor qualidade.

Além da oferta enxuta, novas revisões para baixo nas projeções da safra 2025/26 do Paraná aumentaram a atenção dos agentes do setor. O mercado também monitora as condições climáticas na região Sul, principalmente com a aproximação de uma frente fria, fator que pode impactar ainda mais o andamento das atividades no campo.

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No caso do feijão carioca, os preços permanecem em trajetória de alta, embora o volume de negociações siga moderado. Segundo o Cepea, compradores e vendedores adotaram postura cautelosa diante das cotações mais elevadas e da incerteza sobre a entrada mais consistente da nova oferta.

Já o feijão preto ganhou maior destaque no mercado interno, com aumento do interesse comprador e maior procura por grãos da segunda safra. A demanda aquecida e a oferta restrita contribuíram para a valorização do produto nas últimas semanas.

O cenário reforça a expectativa de manutenção da firmeza dos preços no curto prazo, especialmente enquanto a colheita no Paraná continuar avançando lentamente e a disponibilidade permanecer limitada nas regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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