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Exportação de milho pode desacelerar com baixa em Chicago e no dólar

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A comercialização de milho no Brasil pode enfrentar uma desaceleração nesta quinta-feira, caso a baixa nas cotações de Chicago e do dólar continue. Com a perda de atratividade das exportações, a disposição dos agentes pode diminuir, mesmo em uma semana que tem sido favorável para os negócios. Espera-se que os preços se mantenham estáveis em níveis firmes.

Na quarta-feira, o mercado voltou a apresentar preços firmes, variando de estáveis a mais altos. De acordo com a Safras Consultoria, as negociações para exportação seguem ativas, indicando um fluxo intenso de embarques no curto prazo. As tradings mantêm uma atuação constante, especialmente em Goiás e Mato Grosso, o que também contribuiu para a alta dos preços domésticos. O clima, com chuvas escassas no Centro-Sul do país, é uma variável importante a ser monitorada.

Os preços nos portos e regiões principais estão conforme segue:

  • Porto de Santos: entre R$ 67,50 e R$ 70,00 (compra/venda) por saca (CIF).
  • Porto de Paranaguá: entre R$ 67,00 e R$ 69,00 (compra/venda) por saca.
  • Cascavel (PR): entre R$ 57,00 e R$ 59,00 (compra/venda) por saca.
  • Mogiana (SP): entre R$ 59,00 e R$ 62,00 por saca.
  • Campinas CIF (SP): entre R$ 65,00 e R$ 67,00 por saca.
  • Erechim (RS): entre R$ 66,00 e R$ 68,00 por saca.
  • Uberlândia (MG): entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca.
  • Rio Verde (GO): entre R$ 53,00 e R$ 56,00 por saca (CIF).
  • Rondonópolis (MT): entre R$ 47,00 e R$ 51,00 por saca.
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Mercado de Chicago e câmbio

Os contratos futuros de milho com entrega em dezembro em Chicago estão sendo negociados com uma queda de 0,66%, cotados a US$ 4,10 por bushel. O mercado está realizando lucros após quatro pregões consecutivos de alta, com a oferta abundante pressionando os preços.

O dólar comercial apresenta uma baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,6203, e o índice do dólar (DXY) tem uma queda de 0,36%, situando-se em 100,99 pontos.

Indicadores financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram o dia de forma mista: Xangai avançou 0,14%, enquanto Tóquio recuou 1,05%. Na Europa, as bolsas também operam de forma mista: Paris caiu 0,61%, Frankfurt subiu 0,19% e Londres teve uma queda de 0,13%. O petróleo, por sua vez, registrou alta, com o WTI para outubro subindo 0,80%, cotado a US$ 69,79 por barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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