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Exportação de Mel do Paraná Cresce 113% no Primeiro Semestre de 2024

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O estado do Paraná registrou um crescimento expressivo de 113% na exportação de mel natural durante o primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume exportado saltou de 1.026 toneladas, em 2023, para 2.191 toneladas nos primeiros seis meses deste ano. Esse aumento no volume foi acompanhado por uma elevação na receita, que passou de US$ 3,1 milhões para US$ 5,5 milhões, representando um crescimento de 77%.

Os dados, divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, confirmam a posição do Paraná como o quarto maior exportador de mel do Brasil no período. À frente do estado estão o Piauí, que lidera com US$ 14,4 milhões e 5.920 toneladas exportadas, seguido por Minas Gerais, com US$ 7,7 milhões e 2.918 toneladas, e Santa Catarina, que registrou US$ 6,3 milhões em receitas e 2.522 toneladas exportadas.

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Os Estados Unidos consolidaram-se como o principal destino do mel paranaense, absorvendo 75% das exportações do produto. No primeiro semestre de 2024, o Paraná exportou 1.646 toneladas para o mercado norte-americano, gerando uma receita de US$ 4,1 milhões. Esse volume é significativamente superior ao registrado no mesmo período de 2023, quando foram exportadas 569 toneladas, com receita de US$ 1,7 milhão.

Além dos Estados Unidos, outros 22 países importaram mel do Paraná no primeiro semestre deste ano, com destaque para o Canadá, que adquiriu 302 toneladas (US$ 739 mil), a Alemanha, com 119 toneladas (US$ 300 mil), e a Austrália, com 121 toneladas (US$ 288 mil). Desde o início da série histórica em 1997, o mel paranaense já alcançou 54 países, demonstrando a força e a abrangência da apicultura do estado no comércio internacional. Entre os novos mercados estão Singapura, que importou 12 quilos, e a Turquia, que adquiriu dois quilos do produto.

Panorama Nacional

No contexto nacional, o Brasil exportou 17.683 toneladas de mel in natura no primeiro semestre de 2024, um aumento de 18,65% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram exportadas 14.903 toneladas. No entanto, o faturamento em dólares apresentou uma queda de 9,5%, passando de US$ 49,2 milhões para US$ 45 milhões. Assim como no Paraná, os Estados Unidos foram o principal destino do mel brasileiro, comprando 14.181 toneladas, o que gerou uma receita de US$ 35,7 milhões, correspondendo a 80,2% do volume total exportado pelo Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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