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Exportação de carne suína atinge novos patamares em abril

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A exportação de carne suína brasileira teve um forte desempenho em abril, superando com folga os resultados do mês anterior. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta quarta-feira (8), mostram que a exportação de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, até o final de abril, superou significativamente tanto o volume embarcado quanto o faturamento de março. No entanto, os valores ainda ficaram aquém do registrado no mesmo período de 2023.

O faturamento com as exportações de carne suína até o final de abril foi de US$ 222.755,95, representando 94,58% do total arrecadado em abril de 2023, que foi de US$ 235.516,982. Apesar do crescimento no mês de abril, o faturamento ainda não alcançou os níveis do mesmo mês do ano passado.

Em termos de volume embarcado, os números são positivos. Até o final de abril, foram exportadas 96.822,376 toneladas de carne suína, um aumento de 4,15% em relação ao mesmo período de 2023, que registrou 92.955,936 toneladas. Comparado ao mês anterior, março de 2024, houve um aumento significativo: o volume embarcado em abril foi 22,82% maior do que as 78.827,066 toneladas exportadas em março.

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Quando se analisa o faturamento diário médio, os resultados indicam um leve recuo em relação ao mesmo período do ano passado. A receita diária média em abril foi de US$ 10.125,270, 5,4% menor do que em abril de 2023. No entanto, se compararmos com a semana anterior, houve uma pequena elevação de 1,89%, com o faturamento médio diário passando de US$ 9.936,707 para US$ 10.125,270.

Em relação ao volume médio diário de carne suína exportada, abril registrou um aumento de 4,2% comparado ao mesmo mês de 2023, com uma média diária de 4.401,017 toneladas. Em relação à semana anterior, houve um aumento de 1,44% nas exportações, com o volume médio diário passando de 4.338,4339 toneladas para 4.401,017 toneladas.

Por outro lado, o preço pago por tonelada, que ficou em US$ 2.300,666, foi 9,2% menor do que o registrado em abril de 2023. Comparado à semana anterior, houve uma ligeira alta de 0,44%, com o preço por tonelada passando de US$ 2.290,390 para US$ 2.300,666.

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Esses números mostram um cenário de crescimento para as exportações de carne suína, mas com alguns desafios em relação ao preço por tonelada e ao faturamento em comparação com 2023. Os dados indicam um mercado em evolução, mas que ainda enfrenta volatilidade nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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