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Exportação de carne bovina apresenta crescimento de 35,5% na segunda semana de janeiro/24

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Até a segunda semana de janeiro de 2024, a média diária de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada exportada registrou um avanço anual de 35,5%, totalizando 9,6 mil toneladas por dia. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a média diária encerrou o mês em 7,2 mil toneladas. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado nos primeiros nove dias úteis alcançou 86,8 mil toneladas, em contraste com as 160,1 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano anterior, que compreendeu 22 dias úteis.

Fernando Henrique Iglesias, Analista de Mercado da Safras & Mercado, destaca que, embora os volumes exportados sejam considerados excelentes para o período, os preços negociados estão abaixo das expectativas. Ele aponta três fatores impactando os valores: a situação econômica na China, que apresenta deflação e desvalorização da moeda; o excesso de oferta na suinocultura chinesa, afetando as demais proteínas; e a preferência dos importadores chineses por cortes do dianteiro, que possuem menor valor agregado.

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Na segunda semana de janeiro de 2024, o preço médio por tonelada ficou em US$ 4,528 mil, representando uma queda de 6,5% em relação a janeiro de 2023, quando os preços médios atingiram US$ 4,842 mil por tonelada. O valor total negociado atingiu US$ 393,183 milhões, comparado aos US$ 775,785 milhões do mesmo período do ano anterior. A média diária de negociações foi de US$ 43,687 milhões, registrando um avanço de 23,9% em relação a janeiro do ano passado, que ficou em US$ 35,263 milhões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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