AGRONEGÓCIO

Exportação de açúcar pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá tem alta de 4.500% em 2023

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A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, movimentou, entre janeiro e agosto de 2023, 1.840 TEUs (20 pés de comprimento de contêiner) de açúcar. O volume é 4.500% superior ao registrado no mesmo período de 2022, que foi de 40 TEUs. A principal origem da carga exportada pela TCP é do estado de São Paulo (60%) e tem como destino o continente africano (52%).

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, até a terceira semana de julho deste ano, o Brasil já havia exportado mais de 13,24 milhões de toneladas do produto, gerando uma receita cambial de US$ 6,27 bilhões.

Adversidades climáticas enfrentadas por outros fornecedores de açúcar, como a Índia, também impulsionam os números de exportação da commodity. “Vemos uma manutenção desta performance de movimentação para os próximos meses”, avalia o gerente comercial, logística e de atendimento ao cliente, Giovanni Guidolim.

Um dos principais motivos para o aumento expressivo na exportação de açúcar por contêineres está na redução do valor do frete marítimo, que registrou uma queda de aproximadamente 60% em relação a 2022, tornando a operação mais rentável. Outra vantagem da exportação do produto por contêineres está na flexibilidade apresentada por esta modalidade de transporte. Além de permitir a formação de lotes de maneira mais controlada, os contêineres podem ser armazenados gratuitamente (free time) por até sete dias no terminal nas operações de exportação.

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“Graças a parceria da TCP com diversos armazéns localizados na retroárea do terminal, conseguimos realizar serviços excelentes e estratégicos para um atendimento de qualidade dos nossos clientes, como a armazenagem do produto, processo de estufagem em container e conferência de lotes”, explica Guidolim.

O transporte do açúcar por contêineres também permite a exportação da carga de forma fracionada, com um embarque e descarga facilitados, pois não sofrem interferências das variações climáticas que possam ocorrer nas cidades portuárias, situação que pode atrapalhar a operação na modalidade break bulk (quando a carga é transportada no porão de navios).

TCP alcança a marca de 16 milhões de contêineres movimentados

Na última semana de agosto, a TCP alcançou um marco histórico ao movimentar 16 milhões de TEUs (medida para um contêiner de 20 pés de comprimento). Nos sete primeiros meses de 2023, destacaram-se as exportações de carnes e produtos congelados, seguidos por commodities agrícolas. Nas importações, os bens de consumo e eletrônicos lideraram, seguidos pelo setor automotivo. O resultado foi obtido ao longo de 25 anos de atuação do terminal no Paraná.

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Fonte: TCP

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Rastreabilidade será o “novo passaporte” da proteína animal brasileira, alerta especialista em segurança dos alimentos

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A recente decisão da União Europeia de endurecer as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira acendeu um alerta no agronegócio e reforçou uma tendência já em curso: a rastreabilidade passa a ser o principal requisito de acesso aos mercados internacionais de proteína animal.

Mais do que uma barreira comercial pontual, a medida evidencia uma mudança estrutural nas exigências globais, com maior rigor sobre controle sanitário, transparência produtiva e comprovação de origem em toda a cadeia de alimentos.

Mercado internacional exige transparência total na produção animal

Para a médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos, Paula Eloize, o cenário internacional está evoluindo rapidamente e deve impor padrões cada vez mais rígidos aos países exportadores.

“O mercado internacional não quer apenas o produto final. Ele quer entender como esse alimento foi produzido, quais medicamentos foram utilizados, qual foi o manejo sanitário e se existe rastreabilidade suficiente para comprovar tudo isso”, afirma a especialista.

Segundo ela, o uso de antimicrobianos na produção animal já é um tema sensível globalmente e ganhou ainda mais relevância diante do avanço da resistência bacteriana.

Resistência antimicrobiana amplia pressão sobre cadeias produtivas

A especialista explica que o debate sobre o uso de antimicrobianos não é recente, mas passou a ocupar posição central nas discussões sanitárias internacionais devido ao impacto direto na saúde pública.

“O uso inadequado ou excessivo de antimicrobianos preocupa autoridades sanitárias do mundo inteiro. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças globais pela comunidade científica”, destaca Paula Eloize.

Esse cenário tem levado países importadores a reforçarem mecanismos de controle, fiscalização e exigências documentais mais rigorosas para produtos de origem animal.

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Rastreabilidade se torna diferencial competitivo no comércio global

De acordo com a especialista, o desafio do Brasil não está restrito à adequação regulatória, mas envolve transformação estrutural nas práticas de produção e gestão sanitária.

“O Brasil possui um sistema robusto de produção e fiscalização, mas o mercado internacional é extremamente sensível a riscos sanitários. Qualquer falha de rastreabilidade ou ausência de comprovação técnica pode gerar barreiras comerciais importantes”, explica.

Ela ressalta que, em muitos mercados, especialmente o europeu, os critérios sanitários deixaram de ser apenas medidas de proteção à saúde e passaram a funcionar como diferencial competitivo.

“O consumidor europeu está mais exigente. Há uma pressão crescente por sustentabilidade, bem-estar animal, redução do uso de medicamentos e transparência. Isso influencia diretamente as regras impostas aos países exportadores”, afirma.

Exigências internacionais devem impactar também o mercado interno

Para Paula Eloize, as mudanças no comércio global também funcionam como sinal de alerta para empresas que atuam exclusivamente no mercado doméstico.

“Muitas empresas ainda tratam segurança dos alimentos como algo distante da operação diária. Mas as exigências internacionais antecipam tendências que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao mercado interno”, avalia.

Segundo ela, práticas como rastreabilidade estruturada, controle documental e monitoramento sanitário devem deixar de ser diferenciais e passar a integrar o padrão mínimo de operação no setor.

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Gestão sanitária e controle de processos ganham protagonismo

A especialista reforça que o futuro da competitividade na proteína animal dependerá diretamente da capacidade de organização das empresas em toda a cadeia produtiva.

“Quem investir em controle de processos, documentação viva, treinamento de equipe e monitoramento técnico terá muito mais capacidade de adaptação às mudanças regulatórias que já estão em curso no mundo inteiro”, afirma.

União Europeia revisa autorizações de exportação do Brasil

Nesta semana, a União Europeia anunciou alterações na lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu, citando preocupações relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

A medida pode impactar exportações de carnes, ovos, pescado, mel e outros produtos caso as exigências sanitárias não sejam plenamente atendidas até setembro, ampliando a pressão sobre o setor produtivo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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