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Exporta Mais Brasil: Inscrições Abertas para Rodada de Negócios em Ilhéus para Setor de Cacau e Chocolates

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anuncia a abertura das inscrições para a Rodada de Negócios do programa Exporta Mais Brasil, voltado para o setor de cacau e chocolates. O evento ocorrerá nos dias 17 e 18 de julho em Ilhéus, na Bahia, em paralelo ao Chocolat Festival, uma feira que acontece desde 2009. Os empresários interessados devem se inscrever até o dia 4 de junho através do link disponibilizado pela ApexBrasil.

O evento disponibiliza 30 vagas para empresas de todos os níveis de maturidade exportadora no setor de amêndoa de cacau e chocolates. Essas empresas terão a oportunidade de se conectar com mais de 10 compradores internacionais, ampliando suas chances de expandir seus negócios. A iniciativa conta com o apoio de diversas entidades, incluindo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o Instituto Arapyaú, a Federação de Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

Critérios e Benefícios para Participantes

Para participar, as empresas devem ter uma estratégia de exportação e/ou internacionalização. Aqueles que possuem certificações internacionais de reconhecimento receberão pontuação adicional. Além disso, seguindo as políticas da ApexBrasil, cooperativas ou empresas lideradas por mulheres terão vantagem na pontuação. Outros critérios de seleção incluem:

  • Exportação direta nos anos de 2022 e/ou 2023, conforme dados da Receita Federal;
  • Atendimento pelo PEIEX ou AgroBR até o fim do prazo das inscrições;
  • Possuir material promocional (catálogo e/ou folder), website ou perfil em rede social em idioma estrangeiro.
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Os participantes selecionados terão acesso a uma série de serviços, tais como espaço e estrutura para realização da Rodada de Negócios, serviços de matchmaking, agendamento de reuniões individuais, organização da rodada, credenciamento e serviço de tradução.

Desempenho do Setor e Incentivos às Exportações

Em 2023, o Brasil exportou chocolates para mais de 140 mercados globais, destacando-se pela diversidade e qualidade dos produtos nacionais. O setor tem se alinhado às exigências de sustentabilidade e governança corporativa, cada vez mais valorizadas pelos consumidores internacionais. A produção de chocolates premium também tem crescido, atendendo à demanda global por produtos de alta qualidade.

A ApexBrasil tem promovido as exportações do setor por meio de participação em eventos internacionais de grande relevância, como o Salon du Chocolat Paris, ISM Cologne, ISM Middle East e Sweets & Snacks Expo. Esses eventos permitem que as empresas brasileiras exponham seus produtos e conquistem novos mercados. A Agência também apoiou a venda internacional de amêndoas de cacau e chocolates no programa Exporta Mais Amazônia, realizado em Rio Branco, e manteve o PEIEX AGRO Chocolates em 2022 e 2023, qualificando 32 empresas para exportação, das quais 17 eram lideradas por mulheres.

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Em 2023, as exportações brasileiras de chocolate atingiram US$ 167,4 milhões, o maior valor registrado nos últimos 20 anos. O crescimento médio anual (CMA) das exportações de chocolate foi de 3,6% entre 2013 e 2023, três vezes superior à taxa da década anterior (2003-2013), que foi de 1,2%. Este crescimento reflete o constante investimento da indústria brasileira em qualidade, inovação e conformidade com padrões internacionais rigorosos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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