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ExpoBrangus 2024 tem inscrições abertas e contará com leilão de ventres

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A feira, que ocorrerá de 21 a 23 de maio no Parque do Sindicato Rural de Uruguaiana (RS), contará com julgamento de animais rústicos e de argola e deve reunir mais de 30 criatórios. Para participar, os criadores devem preencher o formulário disponível no site da Associação Brasileira de Brangus (www.brangus.org.br/expobrangus) e enviá-lo ao e-mail [email protected] até o dia 17 de maio.

Presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, destaca que espera-se uma quantidade superior de exemplares inscritos em relação a 2023. “Viemos com um recorde atrás do outro nas últimas edições da ExpoBrangus. A meta é, neste ano, bater mais um. Será uma grande disputa, com reprodutores de muita qualidade em pista de diferentes regiões do Brasil”, projeta. Os criadores poderão acompanhar os julgamentos nas arquibancadas da Rural ou ao vivo através da TV El Campo.

As inscrições de animais de argola e individual terão custo de R$ 150/por exemplar e a de rústicos R$ 300/por trio.

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Leilão Brangus 2024

Uma das novidades da ExpoBrangus 2024 será o Leilão Brangus Coleção 2024. Promovido tradicionalmente pela ABB e pelo Núcleo Brangus Sul, o remate ganha, neste ano, uma nova identidade. Com foco na oferta de ventres, o remate, que será realizado na quinta-feira (23/5), disponibilizará aos compradores o melhor da ‘coleção’ Brangus, ou seja, genética de ponta de machos e fêmeas com o crivo de qualidade da ABB. “É uma oportunidade de os criadores venderem seleção e qualificação, mas também de adquirirem animais de excelência para o seu rebanho”, aponta o vice-presidente da ABB, João Paulo Schneider da Silva, o Kaju.

O leilão Brangus da Expoutono ofertará animais de diferentes criatórios e, além de ser presencial, terá venda virtual. Interessados em levar reprodutores, devem ter participado de alguma exposição Brangus nos últimos dois anos e da ExpoBrangus 2024. A venda dos exemplares de forma virtual será feita depois dos animais presentes no Parque. Para mais informações, entrar em contato com o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros pelo telefone (55) 99937-9606.

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A ExpoBrangus 2024 conta com o patrocínio da In Vitro.

  • Programação prévia:
    • Segunda-feira (20/5) – Chegada dos animais
    • Terça-feira (21/5) – Admissão dos animais
    • Quarta-feira (22/5) – Julgamento e Radar Brangus + Asadito
    • Quinta-feira (23/5) – Julgamento, Leilão Brangus Coleção 2024 e entrega de prêmios

Fonte: Jardine Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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