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ExpoBrahman 2024: Celebração da Raça e Reconhecimento aos Campeões

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A 20ª Exposição Internacional da Raça Brahman (ExpoBrahman), realizada de 11 a 20 de outubro em Uberaba, Minas Gerais, celebrou os 30 anos de presença da raça no Brasil, evidenciando sua evolução genética ao longo das três décadas. Organizada pela Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), o evento contou com a participação de 214 exemplares de 25 expositores, um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

Apesar da chuva que intermitentemente caiu durante os dias de julgamento, o ânimo dos participantes e da equipe de jurados, liderada pela jurada efetiva Lucyana Queiroz, permaneceu elevado. “Sentimos que cumprimos nosso dever ao contribuir para o avanço da pecuária de corte mundial. Os animais apresentados foram de altíssima qualidade, e o julgamento em exposições é uma oportunidade de identificar aqueles que reúnem as melhores características. A ExpoBrahman demonstrou que o Brahman selecionado no Brasil é rentável, com um biotipo funcional que transmite aos descendentes características de grande impacto econômico”, afirmou Lucyana.

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A jurada destacou que a principal evolução observada na pista foi em relação à qualidade óssea, estrutura e harmonia dos animais. “Isso reflete a seriedade com que nós, brasileiros, levamos a seleção da raça. Após este evento, seguirei para o Equador, onde poderei compartilhar sobre o Brahman, uma raça caracterizada pela docilidade, excelente conformação e rusticidade, garantindo rentabilidade ao produtor de carne”, acrescentou.

Campeões da ExpoBrahman

Na competição “Brahman a Campo”, o título de Melhor Criador e Melhor Expositor foi concedido a Rubens Manreza, do Brahman Ruba, de Pedregulho/SP. A Grande Campeã foi a Miss Saara 203, do expositor Wilson Lemos de Moraes Júnior, da Fazenda Nova Pousada, localizada em Aparecida Rio Doce/GO. A Reservada Grande Campeã ficou com a MS Assu Matilde 1691, do expositor Assu Emp. Imob. e Agropec. Ltda, da Fazenda Recreio, em Rio das Flores/RJ.

O Grande Campeão foi o Mister Ruba 355, de Rubens Manreza, enquanto o Reservado Grande Campeão foi o MR Terra Verde 1758, do expositor Clodoaldo Sérgio Bendilatti, da Fazenda Terra Verde, em Marília/SP.

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No Julgamento em Pista, Luiz Carlos Rosa Vianna foi reconhecido como Melhor Expositor, e Clodoaldo Sérgio Bendilatti como Melhor Criador. A Grande Campeã foi a Miss Vitória 7852, do expositor Alexandre C. Ferreira/Outros-Cond., da Fazenda Brahman Vitória, em Araçatuba/SP, enquanto a Reservada Grande Campeã foi a MS Terra Verde 1824, do expositor Clodoaldo Sérgio Bendilatti.

O Grande Campeão na categoria de Julgamento em Pista foi o MR 3471 Portobello, do expositor Resort Portobello Ltda., da Fazenda Portobello, em Mangaratiba/RJ. O Reservado Grande Campeão foi o MR Vitória 7148, do expositor Alexandre C. Ferreira/Outros-Cond.

Leilão e Resultados

Durante a ExpoBrahman, também ocorreu o Leilão Genética do Futuro Portobello e Terra Verde, que gerou um faturamento de R$ 300 mil, reforçando o dinamismo e o potencial do mercado de genética da raça Brahman.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Semana decisiva para juros globais pressiona mercados e eleva incertezas para o agronegócio

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A semana é considerada crucial para os mercados globais e para o agronegócio, com decisões de política monetária em diversas economias e aumento das tensões geopolíticas influenciando preços, câmbio e expectativas econômicas. Relatório do Rabobank aponta que o ambiente externo segue instável, com reflexos diretos sobre inflação, juros e custos de produção.

Conflito no Oriente Médio eleva risco global

O cenário internacional continua pressionado pela crise no Oriente Médio. Apesar da prorrogação do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz permanece fechado, mantendo elevado o risco sobre o abastecimento global de petróleo.

Como consequência, o preço do barril do petróleo tipo Brent ultrapassa os US$ 100, o que impacta diretamente combustíveis, fertilizantes e logística — fatores críticos para o agronegócio.

Além disso, persistem incertezas relacionadas ao comércio global, com tensões tarifárias e desaceleração das principais economias.

Decisões de juros no radar

No centro das atenções está a política monetária. Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% pelo Federal Reserve.

Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve dar sequência ao ciclo de flexibilização, com previsão de corte da taxa Selic para 14,50% ao ano.

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Apesar disso, o cenário exige cautela. A combinação de inflação pressionada, crescimento mais fraco e riscos externos elevados pode limitar a intensidade das reduções nos juros ao longo de 2026.

Inflação segue pressionada

Os dados recentes mostram que a inflação continua surpreendendo para cima. Os aumentos nos preços de combustíveis e alimentos já refletem os impactos do conflito internacional, com destaque para diesel, gasolina e itens básicos.

As expectativas inflacionárias seguem desancoradas:

  • 2026: 4,9%
  • 2027: 4,0%
  • 2028: 3,6%

Esse cenário reforça a necessidade de uma política monetária mais cautelosa, mesmo diante da desaceleração da atividade econômica.

Contas externas e investimentos

No setor externo, o Brasil mantém déficit em transações correntes de US$ 64,3 bilhões em 12 meses (2,7% do PIB).

Por outro lado, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) segue robusto, com entrada de US$ 75,7 bilhões no mesmo período, ajudando a financiar o déficit externo.

A balança comercial continua positiva, sustentada por exportações fortes, embora as importações permaneçam elevadas.

Câmbio e commodities em foco

O dólar encerrou a última semana próximo de R$ 4,98, com leve desvalorização do real.

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Para 2026, a projeção é de câmbio em torno de R$ 5,55, refletindo:

  • menor diferencial de juros entre Brasil e exterior
  • possível fortalecimento global do dólar

No mercado de commodities, o destaque é a alta da energia, enquanto produtos agrícolas apresentam desempenho misto.

Impactos diretos no agronegócio

O conjunto de fatores — juros, câmbio, petróleo e inflação — gera efeitos diretos sobre o agronegócio brasileiro:

  • Custos de produção mais altos, com pressão sobre diesel, fertilizantes e insumos
  • Frete mais caro, afetando a competitividade das exportações
  • Volatilidade cambial, impactando margens e planejamento
  • Crédito rural mais sensível, diante de juros ainda elevados

Mesmo com o Brasil se beneficiando parcialmente por ser exportador de commodities, o ambiente segue desafiador.

Perspectivas

O cenário para os próximos meses permanece marcado por incertezas. A evolução do conflito no Oriente Médio, o comportamento da inflação global e as decisões dos bancos centrais serão determinantes para o rumo da economia.

Para o produtor rural e agentes do setor, o momento exige atenção redobrada à gestão de custos, proteção financeira e estratégias de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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