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Expo Internacional do Cavalo Lusitano celebra 50 anos da ABPSL com programação variada em São Paulo

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Destaques do evento

A Expo Internacional apresenta a rica tradição do cavalo Lusitano, raça secular oficialmente selecionada no Brasil há cinco décadas. Conhecido por sua genética diferenciada, montabilidade, funcionalidade, coragem e beleza, o Lusitano será protagonista em diversas atrações abertas ao público.

Competições de Adestramento

A programação inicia com dois dias de disputas na modalidade olímpica do Adestramento, nos dias 29 e 30 de maio. São três competições simultâneas: a Copa ABPSL de Adestramento, exclusiva para cavalos Lusitanos; o Concurso de Adestramento Nacional (CAN), da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH); e a Temporada Oficial da Federação Paulista de Hipismo (FPH), que soma pontos para o ranking anual dessas entidades. A participação inclui atletas amadores e profissionais, com competidores que vão desde crianças até medalhistas pan-americanos, sul-americanos e campeões brasileiros.

Concurso de Modelo e Andamentos

Nos dias 31 de maio e 1º de junho, o juiz internacional Nuno Santos Pereira, de Portugal, avaliará a morfologia e os andamentos dos cavalos, divididos por gênero e categoria etária. O sábado será dedicado às fêmeas e o domingo aos machos.

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O ponto alto dessa etapa são os grandes campeonatos no domingo à tarde, quando os vencedores das categorias jovens (1 a 3 anos hípicos) e adultos competem para os títulos de grande campeã e grande campeão jovem, além dos grandes campeões fêmea e macho adultos. Os campeões de cada gênero disputam ainda o título máximo da exposição: Campeão dos Campeões.

Aprovação de Garanhões

Na manhã de sábado, ocorrerá o julgamento dos garanhões candidatos a ingressar na reprodução, conduzido pelo juiz português Nuno Santos Pereira e pelos brasileiros José de Mattos Rebouças Neto e Raul Antônio de Maura Silva. Os animais serão avaliados segundo o padrão racial do cavalo Lusitano.

Oportunidades de Negócio

Ainda no sábado pela manhã, estarão disponíveis para venda 15 lotes de potros, cavalos montados, matrizes e reprodutores, representando diversas linhagens e criatórios. O espaço oferece uma oportunidade única para negociações diretas entre compradores e vendedores, sem intermediação de leiloeira.

Apresentação Especial de Arte Equestre

No domingo, o mestre Eduardo Rosseto, conhecido como “mestre Bentinho”, retorna à Expo com um espetáculo de Alta Escola, demonstrando técnicas clássicas como piaffer, passage, pirueta e passo espanhol. A apresentação ocorrerá entre o julgamento dos machos e os grandes campeonatos.

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Programação Social e Confraternização

Além das competições, a Expo inclui momentos de confraternização, como o tradicional “Jantar dos Criadores” no sábado à noite. O evento contará com show de fado pela cantora Ana Carla Lemos, celebrando a cultura portuguesa e a história da raça.

Expectativas para o evento

Para Ismael Gonçalves da Silva, presidente da ABPSL, a expectativa é receber grandes criadores e animais excepcionais, tornando a exposição um marco para o fortalecimento da raça Lusitano no Brasil.

A 43ª Expo Internacional do Cavalo Lusitano reafirma seu papel como principal evento da raça no país, destacando tradição, excelência e inovação na criação e promoção do cavalo Lusitano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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