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Expectativa para primeira quinzena é positiva, enquanto preços de frango seguem estáveis

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“No curto prazo, os agentes de mercado devem prestar atenção na reposição ao longo da cadeia e no nível do alojamento de pintainhos. O custo da nutrição animal segue como viés favorável para o setor, considerando a curva de preços do farelo de soja e do milho”, disse o analista.

Em relação ao mercado atacadista, Iglesias pontua que a semana prosseguiu apresentando preços estáveis. “A expectativa para a quinzena de março é positiva, considerando a entrada da massa salarial na economia, o que tende a ajudar o consumo na ponta final e posteriormente a reposição”, concluiu.

Preços internos

Segundo levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito subiu de R$ 10,10 para R$ 10,30, o quilo da coxa teve estabilidade de R$ 6,50 e o quilo da asa caiu de R$ 12,20 para R$ 11,90. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve aumento de R$ 10,30 para R$ 10,60, o quilo da coxa seguiu em R$ 6,70 e o quilo da asa teve queda de R$ 12,30 para R$ 12,00.

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Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou alterações nas cotações durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito teve alta de R$ 10,20 para R$ 10,40, o quilo da coxa continuou em R$ 6,60 e o quilo da asa diminuiu de R$ 12,30 para R$ 12,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito cresceu de R$ 10,40 para R$ 10,70, o quilo da coxa permaneceu em R$ 6,80 e o quilo da asa teve baixa de R$ 12,40 para R$ 12,10.

O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20, em São Paulo, o preço permaneceu em R$ 5,20.

Na integração catarinense a cotação do frango ficou em R$ 4,40. Na integração do oeste do Paraná, a cotação seguiu em R$ 4,65 e, na integração do Rio Grande do Sul, em R$ 4,90.

No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango permaneceu em R$ 5,00, em Goiás a cotação caiu de R$ 5,15 para R$ 5,10 e, no Distrito Federal, de R$ 5,25 para R$ 5,20.

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Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 7,00, no Ceará caiu de R$ 6,20 para R$ 6,10 e, no Pará, seguiu em R$ 7,00.

Exportações

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 639,245 milhões em fevereiro (19 dias úteis), com média diária de US$ 33,649 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 368,654 mil toneladas, com média diária de 19,402 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.734,30.

Em relação a fevereiro de 2023, houve queda de 4,1% no valor médio diário, avanço de 4,3% na quantidade média diária e queda de 8,1% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA

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A possível flexibilização das tarifas de importação sobre o etanol norte-americano voltou a gerar preocupação entre representantes do setor sucroenergético brasileiro. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) avalia que uma eventual abertura do mercado nacional ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos poderá provocar impactos severos sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o vice-presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, a medida teria potencial para comprometer a viabilidade econômica de usinas, produtores independentes e milhares de empregos ligados ao setor na região.

Feplana vê ameaça à competitividade da produção nordestina

De acordo com o dirigente, a redução ou eliminação das tarifas aplicadas aos países de fora do Mercosul abriria espaço para uma concorrência considerada desigual com o etanol norte-americano, produzido majoritariamente a partir do milho.

Na avaliação da entidade, o setor sucroenergético nordestino já enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à concorrência de combustíveis fósseis e às condições de mercado, fatores que poderiam ser agravados pela entrada de maiores volumes de etanol importado.

A Feplana argumenta que a medida colocaria em risco a sustentabilidade econômica de diversas unidades industriais da região, além de afetar fornecedores de cana e trabalhadores do campo e da indústria.

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Pressão dos Estados Unidos aumenta debate sobre tarifas

O tema ganhou força após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que defende maior acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.

Segundo representantes do setor canavieiro, os Estados Unidos alegam que existem barreiras comerciais que dificultam a entrada do biocombustível produzido naquele país. Já a Feplana sustenta que a tarifa aplicada pelo Brasil segue as regras estabelecidas para produtos originários de países fora do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos norte-americanos.

A entidade também destaca que o açúcar brasileiro enfrenta limitações para acessar o mercado dos Estados Unidos, por meio de cotas e mecanismos tarifários adotados pelo país.

Debate envolve subsídios e concorrência internacional

Outro ponto levantado pelo setor produtivo está relacionado aos programas de incentivo existentes nos mercados internacionais.

Segundo Alexandre Andrade Lima, produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais decorrentes da política de preços dos combustíveis no mercado interno, enquanto os produtores norte-americanos contam com mecanismos de apoio à produção agrícola, especialmente voltados à cadeia do milho, principal matéria-prima do etanol fabricado nos Estados Unidos.

Na avaliação da Feplana, essa diferença de condições competitivas deve ser considerada em eventuais negociações comerciais envolvendo o biocombustível.

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Governo analisa alternativas para o comércio bilateral

O debate ocorre em meio a estudos conduzidos por órgãos do governo federal sobre possíveis ajustes na política comercial relacionada ao etanol. As discussões envolvem diferentes áreas da administração pública, incluindo comércio exterior, desenvolvimento econômico e política fiscal.

Representantes do setor sucroenergético acompanham as tratativas com atenção e defendem a manutenção de mecanismos que preservem a competitividade da produção nacional.

Cadeia sucroenergética tem papel estratégico na economia regional

O Nordeste concentra importante parcela da produção brasileira de cana-de-açúcar, além de reunir usinas, fornecedores independentes, cooperativas e milhares de trabalhadores ligados direta e indiretamente à atividade.

Para lideranças do setor, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado brasileiro deve considerar os impactos econômicos e sociais sobre a cadeia produtiva regional, que desempenha papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.

Diante das discussões em curso, entidades representativas reforçam a defesa de políticas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições equilibradas de concorrência para o setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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