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Expectativa de Preços Mais Baixos no Mercado Brasileiro de Café

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O mercado físico de café brasileiro enfrenta uma quinta-feira de preços mais baixos, pressionado pela queda de mais de 2% registrada pela Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que reflete diretamente nas cotações domésticas. Enquanto isso, o dólar opera em estabilidade, o que contribui para um cenário de cautela por parte dos produtores, que aguardam uma movimentação mais favorável nos referenciais.

Após o feriado de terça-feira (4), o mercado nacional teve de ajustar-se às variações observadas nas bolsas de futuros do café arábica em Nova York e do robusta em Londres, que operaram normalmente na segunda e terça-feira, com altas em suas cotações. Na quarta-feira (5), Nova York registrou nova valorização, enquanto Londres apresentou preços mistos. A alta de Nova York foi parcialmente compensada pela queda do dólar, que influenciou o mercado local.

O dia foi marcado pela retração de diversos agentes do setor, o que resultou em um volume de negociações reduzido. No entanto, os cafés arábicas de melhor qualidade apresentaram leves avanços, enquanto os demais tipos mantiveram-se estáveis.

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Em termos de preços, o café arábica de boa qualidade, com 15% de catação, no Sul de Minas Gerais foi negociado entre R$ 2.540,00 e R$ 2.560,00 a saca, contra R$ 2.470,00 e R$ 2.490,00 no dia anterior. No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura, também com 15% de catação, teve uma cotação entre R$ 2.560,00 e R$ 2.580,00 a saca, frente aos R$ 2.490,00 e R$ 2.510,00 observados anteriormente. Já o café arábica “rio”, tipo 7, da Zona da Mata, com 20% de catação, permaneceu estável a R$ 2.170,00 e R$ 2.190,00 a saca.

No Espírito Santo, o conilon tipo 7 em Vitória foi negociado entre R$ 1.965,00 e R$ 1.995,00 a saca, enquanto o tipo 7/8 manteve o preço entre R$ 1.960,00 e R$ 1.990,00, ambos estáveis.

Estoques e Câmbio

Quanto aos estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), na posição de 5 de março de 2025, foi registrada uma redução de 8.739 sacas, totalizando 782.732 sacas de 60 quilos.

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No mercado futuro, a Bolsa de Nova York registrou uma queda de 2,43% para o contrato de maio de 2025, cotado a 399,95 centavos de dólar por libra-peso. A posição maio/2025 fechou a quarta-feira a 409,95 centavos de dólar, com alta de 11,55 centavos, ou 2,9%.

Em relação ao câmbio, o dólar comercial apresentou uma leve alta de 0,06%, sendo cotado a R$ 5,7593. O Dollar Index, por sua vez, registrou uma baixa de 0,21%, fechando a 104,076 pontos.

Mercados Financeiros Globais

No cenário financeiro global, as principais bolsas da Ásia encerraram o dia em alta, com Xangai subindo 1,77% e o Japão avançando 0,77%. Já na Europa, as bolsas operaram de forma mista: Paris registrou queda de 0,70%, Frankfurt subiu 0,31% e Londres teve uma desvalorização de 0,84%.

O mercado de petróleo, por sua vez, operou em alta, com o contrato de abril do WTI em Nova York sendo negociado a US$ 66,78 o barril, uma valorização de 0,67%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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