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Exigências por certificações e rastreabilidade aumentam demanda por consultorias em frigoríficos

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A crescente preocupação dos consumidores com a origem e a segurança dos alimentos tem transformado a rotina da indústria frigorífica brasileira.

Empresas de diferentes portes — de pequenas plantas regionais a grandes exportadores — estão recorrendo a consultorias especializadas para se adequar a padrões de qualidade mais rigorosos, reduzir riscos operacionais e ampliar a competitividade em um mercado global cada vez mais exigente.

Brasil mantém liderança, mas enfrenta padrões internacionais mais rigorosos

De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), o Brasil segue entre os maiores exportadores mundiais de proteína animal, posição que exige atenção redobrada ao cumprimento de normas sanitárias internacionais.

Certificações reconhecidas pela Global Food Safety Initiative (GFSI), por exemplo, tornaram-se requisito básico para o fornecimento a grandes redes varejistas internacionais e países importadores. Essas exigências impulsionam a busca por consultorias que auxiliem frigoríficos a adotar protocolos globais de segurança alimentar e gestão de qualidade.

Consultoria vai além da certificação e promove transformação cultural

Para Paulo Duque, especialista no setor e CEO da empresa Rei da Linguiça, o papel da consultoria vai muito além da obtenção de certificados formais.

“A certificação é consequência de uma mudança estrutural na cultura da empresa. O trabalho da consultoria é organizar processos, implementar sistemas de gestão da qualidade, capacitar equipes para auditorias e transformar as exigências regulatórias em diferencial competitivo”, explica Duque.

O consultor também alerta para um dos principais gargalos do setor: a integração entre controle sanitário, gestão documental e capacitação contínua.

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Segundo ele, pequenas e médias plantas frigoríficas enfrentam maiores dificuldades em manter registros atualizados, controlar pontos críticos e acompanhar a constante evolução das normas técnicas.

“Sem acompanhamento técnico, o risco de não conformidade é alto — o que pode gerar embargos comerciais, multas e perdas financeiras relevantes”, acrescenta.

Rastreabilidade e sustentabilidade tornam-se prioridades

Outro fator determinante para a transformação do setor é o avanço das exigências por rastreabilidade e sustentabilidade.

Os países importadores têm solicitado informações detalhadas sobre a origem da matéria-prima, bem-estar animal, manejo ambiental e práticas de governança.

“A consultoria precisa unir qualidade sanitária, compliance regulatório e responsabilidade socioambiental em um sistema único de gestão”, destaca Duque.

Essa integração é vista como essencial para que o Brasil mantenha sua posição de destaque no comércio internacional de carnes, especialmente diante do aumento da digitalização das auditorias e do uso de inteligência artificial no monitoramento das cadeias produtivas.

Tendência: digitalização e governança fortalecem a cadeia da carne

As perspectivas para os próximos anos apontam para uma intensificação das exigências sanitárias e ambientais, com a consultoria frigorífica assumindo papel central na governança e na sustentabilidade da cadeia da carne.

“Em um cenário de fiscalização intensificada e consumidores mais conscientes, a qualidade certificada deixa de ser diferencial e se torna pré-requisito para a permanência e expansão no mercado”, conclui Duque.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil

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A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.

Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.

Genética desenvolvida para condições tropicais

De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.

O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.

Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.

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Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.

Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne

O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.

A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.

Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional

O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.

Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.

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Sustentabilidade e eficiência caminham juntas

A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.

Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.

Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.

Leilão disponibilizará reprodutores selecionados

Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.

O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.

Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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