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Excesso de chuvas pode afetar colheita de soja e plantio de milho em janeiro e fevereiro

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Segundo o alerta agroclimático divulgado pela Rural Clima, os meses de janeiro e fevereiro de 2025 deverão registrar volumes excessivos de chuvas no Brasil, o que pode impactar a colheita da soja e o início do plantio do milho. Contudo, as previsões indicam que as chuvas beneficiem positivamente as lavouras de café e cana-de-açúcar, que enfrentaram sérios danos em 2024 devido à estiagem.

O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos destacou que o Brasil deverá registrar bons volumes de precipitação em abril, com uma redução em maio, mas com o retorno das chuvas em junho e agosto. Ele alerta que o outono e o inverno de 2025 podem ser marcados por um período mais úmido, com chuvas mais regulares em várias regiões do país.

Previsão de chuvas para dezembro e curto prazo

Para o curto prazo, Santos aponta que o mês de dezembro será caracterizado por chuvas intensas no Brasil, com concentrações variando entre as regiões centro-sul e centro-norte. O meteorologista observa que a frente fria que passou pelo Rio Grande do Sul já afeta a região central do Brasil, provocando chuvas nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A previsão é de que essas chuvas continuem ao longo da semana nessas áreas.

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Na sexta-feira, uma nova frente fria deve avançar pelo Rio Grande do Sul, trazendo chuvas torrenciais ao estado e se unindo ao sistema de precipitações que já atua no centro do país. Espera-se que, na próxima semana, o Paraná, o Paraguai e o sul do Mato Grosso do Sul enfrentem chuvas intensas. Além disso, corredores de umidade poderão se formar sobre o Paraguai, Bolívia, Acre, Rondônia e Amazonas.

No entanto, regiões mais a leste, como o Matopiba, norte de Minas Gerais, norte de Goiás e algumas áreas do Vale do Araguaia, devem experimentar chuvas mais irregulares, o que favorecerá o andamento de tratos culturais e o plantio de algodão, conforme conclui Santos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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