AGRONEGÓCIO

Excesso de chuvas no Sul provoca queda na produção do milho

Publicado em

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a safra de milho 2023/2024 no Brasil em 117 milhões de toneladas, refletindo uma redução de 10,9% ou 14,3 milhões de toneladas em comparação com a temporada anterior. No Paraná, a semeadura da segunda safra do cereal teve início neste mês de janeiro, tradição na região Sul devido às temperaturas rigorosas no inverno.

A primeira safra de milho, representando 20,7% da produção total do cereal, enfrenta desafios como precipitações elevadas no Sul e baixa pluviosidade no Centro-Oeste, associadas a temperaturas altas durante o plantio, impactando negativamente a área e produtividade.

Em Santa Catarina, a cultura foi prejudicada pelas chuvas intensas que ocorreram desde o plantio até a colheita, ainda em andamento. “A planta não teve a luminosidade adequada para se desenvolver, pois choveu durante semanas seguidas. Agora, os produtores enfrentam dificuldades para colher o cereal, pois o grão está muito úmido, chegando a 35% de umidade”, afirma a responsável pelo setor de beneficiamento da empresa Turamix Beneficiamento de Cereais, de Maracajá (SC), Géssica Medeiros.

Segundo ela, estimativas apontam quebra de 40% a 50% na produção do cereal no estado catarinense. “Em algumas regiões, os produtores têm que aguardar a melhora do tempo, pois as chuvas não dão trégua. Esse excesso de umidade faz com que milho tenha falhas no desenvolvimento, como doenças no pé da planta e grãos falhados e verdes”, explica Géssica.

Leia Também:  Outro recorde quebrado: exportações de milho chegam a 50 milhões de toneladas

A empresa Turamix auxilia os produtores com um aparelho portátil para medir a umidade dos grãos no campo. “O aparelho é útil para orientar os produtores sobre o melhor momento de colher”, afirma.

Diante desse cenário desafiador, a Loc Solution, empresa paranaense detentora da marca Motomco de equipamentos para controle de umidade de grãos, destaca seu compromisso em apoiar os produtores, oferecendo soluções para minimizar os danos causados por condições climáticas adversas.

Fernanda Rodrigues da Silva, gerente de Relacionamento com o Cliente da Loc Solution, ressalta a importância da adoção de tecnologias para aprimorar a colheita e garantir a qualidade dos grãos.

“Monitorar o grão em condições adversas é fundamental para reduzir os impactos negativos de se colher com umidade excessiva. Com o medidor de umidade é possível saber a quantidade exata de água contida no grão. O percentual de umidade é que determina o valor do grão”, afirma Fernanda.

O engenheiro agrônomo, também da Loc Solution, Roney Smolareck, reforça que o problema de umidade, principalmente na região Sul do país, poderá ser um grande desafio a ser enfrentado pelos produtores este ano. Ele recomenda monitorar os grãos, com muita antecedência. “Quanto menor a umidade durante a colheita, menores serão os gastos com a secagem do grão. Os índices para armazenagem, por exemplo, devem ficar entre em 14%, conforme determina o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)”, afirma o engenheiro agrônomo.

Leia Também:  Empresas de lucro real podem recuperar crédito de PIS e Cofins

Ele ressalta que, se o agricultor possuir secadores para o processo de secagem artificial, é possível realizar a colheita com até 25% de umidade. Caso ele não tenha essa tecnologia na propriedade, a secagem será feita pelo armazém comprador até chegar a 14%. Esse custo com a secagem é descontado pelo comprador”, explica Smolarek.

Fonte: VBcomunicacão

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Coopram investe R$ 12 milhões e inaugura unidade para processar até 20 toneladas de tilápia por dia no Espírito Santo

Published

on

A piscicultura capixaba dará um importante passo rumo à expansão industrial e ao fortalecimento da agricultura familiar no próximo dia 4 de julho. A Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) inaugura uma nova unidade de beneficiamento de pescados em Ponto Alto, no interior de Domingos Martins (ES), empreendimento que recebeu investimentos de aproximadamente R$ 12 milhões e que poderá processar até 20 toneladas de tilápia por dia.

A data da inauguração coincide com as comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo, reforçando o papel estratégico das cooperativas no desenvolvimento econômico e social das comunidades rurais.

Estrutura amplia capacidade produtiva da tilápia capixaba

A nova unidade iniciará as operações com capacidade de processamento de cinco toneladas diárias de pescado. No entanto, a estrutura foi projetada para alcançar até 20 toneladas por dia, permitindo uma expansão significativa da produção e da industrialização da tilápia no Espírito Santo.

O investimento representa um marco para a cadeia produtiva regional, criando condições para ampliar a oferta de produtos processados e agregar valor à produção dos piscicultores associados.

Cooperativismo fortalece a agricultura familiar

O crescimento da Coopram é resultado direto da organização coletiva dos produtores rurais da região serrana capixaba. A cooperativa atua na integração entre pequenos produtores e mercado consumidor, oferecendo assistência técnica, organização da produção e melhores oportunidades de comercialização.

Leia Também:  BNDES oferece fundo clima para financiamento de cooperativas agropecuárias

Além da piscicultura, a Coopram reúne agricultores que produzem café, feijão, mel, temperos, mexerica ponkan, abacate e diversas outras culturas que movimentam a economia das montanhas do Espírito Santo.

De acordo com o presidente da cooperativa, Darli José Schaefer, a evolução da atividade demonstra como o cooperativismo tem transformado a realidade das famílias rurais.

A atividade, que durante muitos anos serviu apenas como complemento de renda nas propriedades, passou a representar uma importante fonte de geração de receita e permanência das famílias no campo.

Industrialização amplia portfólio de produtos

Com a entrada em operação da nova planta, a cooperativa também pretende ampliar a produção de alimentos derivados da tilápia, agregando valor ao pescado e atendendo às demandas do mercado consumidor.

Entre os produtos que devem ganhar maior escala de produção estão hambúrgueres, quibes e bolinhos de tilápia, itens que vêm conquistando espaço nos canais de comercialização e ampliando as oportunidades de negócios para os cooperados.

Atualmente, a tilápia já ocupa a posição de principal produto da cooperativa e envolve diretamente cerca de 150 produtores associados.

Leia Também:  Aprosoja estima queda de 21% na produção de soja em Mato Grosso
Geração de empregos e desenvolvimento regional

Além dos ganhos produtivos, a nova unidade deverá impulsionar a economia regional por meio da criação de empregos.

A expectativa inicial é de geração de aproximadamente 30 vagas diretas. Com o aumento gradual da produção e da capacidade operacional, esse número poderá superar 100 empregos diretos nos próximos anos, além de estimular dezenas de postos de trabalho indiretos em toda a cadeia produtiva.

Espírito Santo consolida protagonismo na piscicultura

O investimento da Coopram reforça o crescimento da piscicultura no Espírito Santo e fortalece a posição do estado entre os destaques nacionais da produção de tilápia.

Com uma estrutura moderna, foco na agregação de valor e fortalecimento da agricultura familiar, a cooperativa projeta um cenário de expansão sustentável para os próximos anos, ampliando a presença da tilápia capixaba nos mercados estadual e nacional.

Mais do que aumentar a produção, o empreendimento consolida um modelo de desenvolvimento baseado no cooperativismo, na geração de renda e na valorização das famílias que vivem e produzem no campo.

coopram

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA