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Excesso de chuvas atrasa plantio do milho em Mato Grosso e aumenta preocupação entre produtores

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Chuvas intensas atrasam avanço da semeadura do milho

A semeadura da safra de milho 2025/26 segue avançando em Mato Grosso, mas ainda não alcançou a totalidade da área prevista para a cultura. Mesmo com mais de 20 dias de atraso em relação à janela ideal de plantio, as condições climáticas continuam dificultando o ritmo das atividades no campo.

O cenário atual é reflexo do atraso no plantio da soja em novembro de 2025, causado inicialmente pela falta de chuvas. Posteriormente, o excesso de precipitações também retardou a colheita da oleaginosa, o que acabou impactando o calendário da segunda safra de milho.

Semeadura alcança 93,68% da área prevista

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na última sexta-feira (06/03), Mato Grosso atingiu 93,68% da área estimada para o plantio do milho.

Apesar do avanço, o atraso preocupa os produtores, que dependem do cumprimento do calendário agrícola para garantir uma safra com boa produtividade e qualidade.

Monitoramento aponta volumes elevados de chuva

Levantamento do Aproclima, projeto da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) que monitora as condições meteorológicas no estado, identificou volumes expressivos de precipitação.

Entre 25 de dezembro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026, algumas regiões registraram acúmulo entre 700 e 900 milímetros de chuva. Entre os municípios com maiores volumes estão:

  • Diamantino
  • Nova Mutum
  • Vera
  • Sinop
  • Cláudia
  • Matupá
  • Querência
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Nas demais áreas do estado, os registros variaram entre 150 e 500 milímetros no mesmo período.

Excesso de chuva dificulta operações no campo

Além de atrasar o plantio, as chuvas intensas também impedem a entrada de maquinários nas lavouras. O solo encharcado aumenta o risco de compactação e degradação da estrutura do solo, obrigando os produtores a aguardarem melhores condições climáticas para dar continuidade às atividades.

Outro problema está relacionado à formação dos estandes nas áreas já semeadas. Segundo o diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, o milho exige maior precisão no manejo.

“O milho é uma cultura mais técnica que a soja, com menor número de plantas por metro linear e por hectare. Por isso, a perda de plantas no estande pode ocorrer com mais facilidade, o que impacta diretamente na produção final”, explica.

Cultura do milho é mais sensível ao excesso de água

A vice-presidente sul da Aprosoja MT, Laura Battisti Nardes, destaca que o excesso de chuva pode gerar prejuízos tanto na quantidade quanto na qualidade da produção.

“Assim como ocorre em qualquer cultura, tanto a chuva quanto o sol em excesso podem prejudicar a produção. No milho, que é mais sensível que a soja, o excesso de água durante a germinação, crescimento e floração pode causar danos mais severos, afetando a qualidade dos grãos e a viabilidade econômica da lavoura”, afirma.

Produtores temem impactos no final do ciclo da cultura

O produtor rural Fábio Luis Bratz, do município de Nova Ubiratã, relata preocupação com o comportamento do clima nos próximos meses, principalmente durante a fase de floração do milho.

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Segundo ele, as chuvas intensas atrasaram a colheita da soja e, consequentemente, o plantio do milho.

“A chuva atrasou a colheita da soja. Choveu muito na região e conseguimos colher depois, mas agora a preocupação é que as chuvas parem antes do final do ciclo do milho. Se isso acontecer, a cultura pode não expressar todo o seu potencial produtivo”, relata.

Plantio fora da janela ideal aumenta risco para a safra

Bratz afirma que o milho está sendo semeado fora da janela ideal em sua propriedade, o que aumenta os riscos produtivos e financeiros.

“O plantio já está atrasado. Mesmo assim, precisamos seguir porque a semente e o adubo já foram adquiridos. Agora resta torcer para que as chuvas continuem dentro da normalidade para que a safra consiga se desenvolver”, comenta.

Impactos podem atingir toda a cadeia do agronegócio

As chuvas intensas podem comprometer não apenas a produtividade nas lavouras, mas também impactar toda a cadeia do agronegócio ligada ao milho. A produção do cereal envolve milhares de trabalhadores e movimenta diversos setores da economia.

Diante desse cenário, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso segue monitorando as condições climáticas e apoiando os produtores, com o objetivo de reduzir os impactos provocados pelo excesso de chuvas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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