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Evonik defende estratégia nutricional para reduzir efeitos do calor em matrizes pesadas e aves poedeiras

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Margens apertadas, custo de produção, relação entre oferta e demanda e escassez de mão de obra são desafios históricos e que fazem parte do dia a dia da avicultura. Se não bastasse, enfrentamos em 2023 o ano mais quente da história, de acordo com pesquisadores do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia. Este quadro tem forte impacto na agropecuária em geral e na produção de proteína animal em especial, levando a quedas de desempenho severas dos animais e até a mortalidade em casos extremos.

Na produção de matrizes pesadas e aves poedeiras, além da ambiência, uma boa estratégia nutricional pode contribuir para reduzir o impacto do calor no desempenho das aves e nos resultados financeiros de empresas avícolas. O médico veterinário mestre em nutrição animal e gerente de Vendas da Evonik, Rogério Ott, defende o uso de carbonato de potássio como um aliado estratégico neste momento. “Uma dieta com níveis adequados de potássio ajuda a aliviar o estresse provocado pelo calor. Isso vai levar a uma redução de perdas de desempenho, de mortalidade e ainda vai ajudar a manter o equilíbrio eletrolítico dos animais”, salientou o especialista.

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Ele destaca que em situações de estresse por calor, as aves ficam ofegantes perdendo gás carbônico. “Este quadro leva o organismo do animal a buscar cálcio nos ossos, eliminando também o potássio e isso provoca um quadro mais grave, iniciando com uma perda de desempenho, levando até a mortalidade em casos mais severos. Então, podemos dizer que o potássio é o mineral intracelular mais abundante e é importante porque todo o equilíbrio ácido básico depende de sódio e potássio para se regular”, diz Ott.

Genética das aves modernas têm requerimento maior de potássio

De acordo com ele, a evolução genética das aves levou a um aumento no requerimento de potássio no período de pico de produção. Somando a isso, temos um cenário de formulação de dietas com inclusão reduzida de farelo de soja, gerando uma deficiência de potássio. “Por isso é importante suplementar a dieta com carbonato de potássio K-pron para evitar casos de morte súbita ou prolapsos. Com potássio em níveis adequados na fase de pico de produção, teremos uma menor incidência de problemas no campo”.

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Suplementação de potássio em dietas de aves

Ott defende que é possível suprir a carência de potássio de forma fácil e econômica com uso de um suplemento com alto nível de pureza. O K-pron é um carbonato de potássio hidratado (47%) que contribui para atingir a quantidade necessária de potássio na ração. “Suplementar a dieta com potássio é uma necessidade das aves. Contudo, é importante que os nutricionistas estejam atentos à qualidade deste suplemento. Uma fonte de potássio menos higroscópica, por exemplo, é importante porque ela absorve menor quantidade de água, o que facilita o manejo na fábrica de rações. Desta maneira, ele fica mais fácil de dosar na ração”, encerra.

Fonte: Evonik

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adjuvantes ganham papel estratégico no agro diante de safra pressionada pelo clima

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O avanço das instabilidades climáticas e a possibilidade de formação do El Niño em 2026 estão mudando a forma como o produtor rural enxerga a tecnologia de aplicação no campo. Em uma agricultura cada vez mais pressionada por clima, custos operacionais e necessidade de precisão, os adjuvantes deixam de ocupar papel secundário e passam a integrar a estratégia central de manejo agrícola.

A avaliação é de Leandro Viegas, administrador, bacharel em Direito e CEO da Sell Agro, que destaca a crescente importância da eficiência operacional em uma safra marcada por janelas de aplicação mais curtas e maior risco climático.

El Niño pode aumentar desafios operacionais no campo

As projeções climáticas reforçam o alerta para o próximo ciclo agrícola. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base em informações do CPC/NOAA, a probabilidade de formação do El Niño entre maio, junho e julho de 2026 supera 60%.

Para o trimestre seguinte, entre junho, julho e agosto, a chance sobe para 79%, podendo ultrapassar 90% a partir de agosto.

Historicamente, o fenômeno provoca impactos distintos nas regiões produtoras do Brasil. Enquanto o Sul costuma registrar aumento no volume de chuvas, áreas do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste enfrentam maior risco de seca e irregularidade hídrica.

Na prática, isso significa mais dificuldade operacional para o produtor rural, com excesso de umidade em algumas regiões, atraso na entrada de máquinas, pressão maior de doenças fúngicas e redução das janelas ideais para pulverização.

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Eficiência da aplicação vira fator decisivo

Nesse cenário, cresce a percepção de que não basta apenas escolher o defensivo agrícola correto. A qualidade da aplicação passa a ser determinante para proteger o investimento realizado na lavoura e garantir eficiência no manejo.

A importância desse fator aumenta diante da dimensão econômica da próxima safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2025/26.

A soja deve alcançar cerca de 177,8 milhões de toneladas, enquanto o milho pode atingir 138,3 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, a própria Conab já aponta impactos climáticos relevantes sobre as operações agrícolas, especialmente em regiões onde o excesso de chuva atrasou a colheita da soja e comprometeu o calendário da segunda safra de milho.

Adjuvantes deixam de ser itens secundários

Dentro desse novo ambiente produtivo, os adjuvantes passam a ganhar protagonismo técnico e econômico.

Durante muitos anos, esses produtos foram tratados apenas como complementos da calda de pulverização. No entanto, diante das condições climáticas mais desafiadoras, essa visão vem mudando rapidamente.

Segundo especialistas, os adjuvantes modernos desempenham funções fundamentais para aumentar a eficiência da pulverização agrícola.

Dependendo da formulação, eles podem melhorar:

  • Espalhamento das gotas
  • Cobertura da aplicação
  • Aderência do produto
  • Estabilidade da calda
  • Redução de deriva e evaporação

Na prática, ajudam o defensivo a atingir melhor o alvo e permanecer eficiente mesmo em ambientes de maior estresse climático.

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Pulverização ineficiente pode elevar custos da safra

Além dos ganhos técnicos, o uso correto da tecnologia de aplicação possui impacto direto sobre a rentabilidade da atividade agrícola.

Uma pulverização mal executada pode gerar desperdício de produto, necessidade de reaplicação, aumento do consumo de combustível, mais horas de máquina e redução do controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

Em uma safra pressionada por custos elevados e instabilidade climática, falhas operacionais tendem a gerar prejuízos ainda maiores.

Agricultura mais precisa exige manejo integrado

Especialistas ressaltam que os resultados dependem da combinação de vários fatores técnicos, como:

  • Regulagem adequada dos equipamentos
  • Escolha correta das pontas de pulverização
  • Volume de calda
  • Condições climáticas no momento da aplicação
  • Recomendação agronômica adequada

Ainda assim, o setor já começa a consolidar uma nova percepção: aplicar bem será tão importante quanto escolher corretamente o defensivo agrícola.

Tecnologia de aplicação ganha protagonismo no agro moderno

Com a agricultura cada vez mais dependente de eficiência operacional, precisão e sustentabilidade, a tecnologia de aplicação passa a ocupar posição estratégica dentro do sistema produtivo.

Nesse novo cenário, os adjuvantes deixam de ser apenas acessórios da pulverização e se consolidam como ferramentas essenciais para aumentar produtividade, reduzir desperdícios e melhorar a rentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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