AGRONEGÓCIO

Evolução de preços do frango abatido (no atacado e no varejo) nos anos 2020

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A confrontação dos dados do CEPEA com os do PROCON-SP revela que, eventualmente com alguma defasagem no tempo, os preços do frango abatido resfriado no varejo paulistano acompanham as variações de preço registradas no atacado. Neste exemplo, os preços no atacado referem-se à média no Estado de São Paulo.

Mesmo assim são registrados momentos em que os diferenciais de preço do atacado para o varejo são bastante díspares. Em 2020, por exemplo, o consumidor paulistano dispendeu em média valor 53% superior ao registrado no atacado. Porém, entre maio e junho daquele ano a diferença de preço no varejo da cidade de São Paulo ultrapassou os 80%. Ou seja: o frango recuou no atacado, mas não registrou a mesma proporção no varejo.

Situação mais ou menos parecida (76% de variação) foi observada no início de 2022. Mas foi, senão totalmente, corrigida nos meses seguintes. Mesmo assim, no mês de junho daquele ano, frente a uma redução de 28% nos preços do atacado, a correção no varejo não chegou à metade disso (13,4%).

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Naturalmente, as diferenças continuam acontecendo. Mas o que se observa nos últimos três anos é que vem ocorrendo maior estabilidade no varejo em relação ao atacado, a média do triênio situando-se em torno dos 50%.

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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