AGRONEGÓCIO

Evento Teste no Haras Albar Prepara o Terreno para o Panamericano de Enduro Equestre 2025

Publicado em

Nos dias 1 e 2 de junho, o Haras Albar, localizado em Campinas (SP), foi o cenário de um importante evento teste em preparação para o Panamericano de Enduro Equestre de 2025. Além de servir como a II Etapa do Ranking Paulista de Enduro Equestre, o evento atraiu cerca de 110 conjuntos de cavalos Árabes, provenientes de diferentes estados brasileiros e países como Uruguai, Chile e Argentina.

Ricardo Jamil Saliba, vice-presidente de Provas da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA), elogiou a qualidade da competição: “O evento teste para o Panamericano foi excelente. Foi uma prova desafiadora, com alta velocidade. O Haras Albar continua aprimorando sua estrutura a cada evento, elevando ainda mais o nível da competição”.

Destaques da Competição

Na categoria de 120 km, os vencedores foram Gustavo Machado Ulsenheimer com Rg Kamen na categoria Young Riders e Monica Pinto Lima Graziano com Nnl Provence na categoria Adulto. Já na categoria de 100 km, os vencedores foram Alessandro Santos Celestino com Stud Brasil Araguaia na categoria Adulto e Pedro Pupo Mastrorosa com Bint Amyra Bv na categoria Young Riders. Esses resultados destacam a excelência dos competidores e a qualidade dos cavalos Árabes presentes, reforçando a preparação para o Panamericano de 2025.

Leia Também:  Evento no Pará é palco de rodadas de negócios na área da cultura

Saliba enfatizou a importância do evento como preparação para o grande evento de 2025, agendado para julho do próximo ano: “Estamos com grandes expectativas para o Panamericano de 2025, que promete ser a melhor edição da história. Todos os países estão engajados em participar. Alguns competidores planejam alugar cavalos aqui no Brasil, o que também impulsiona nosso mercado e é vital para a indústria do cavalo Árabe no país”, concluiu.

Fortalecimento da Comunidade do Enduro Equestre

Com uma organização exemplar e um alto nível técnico, o evento teste no Haras Albar não apenas preparou o terreno para o Panamericano de 2025, mas também fortaleceu a comunidade do Enduro Equestre e impulsionou a indústria do cavalo Árabe no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

Published

on

A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

Leia Também:  Fecitur/IGR Assume Papel Estratégico no Conselho Estadual de Turismo

No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

Leia Também:  Obras do programa de revitalização do rio São Francisco melhoram infiltração de água no Norte de Minas

A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA