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Etapa do Circuito Nelore em Colatina (ES) Destaca Jovens Animais de Alta Qualidade

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Nos dias 17 e 18 de julho, Colatina, no Espírito Santo, foi palco da terceira etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2024. O evento, realizado na unidade do Frisa no município, contou com a participação de cinco pecuaristas que apresentaram 719 machos não castrados para avaliação. Promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito faz parte de sua 26ª edição e teve o apoio da Matsuda Sementes e Nutrição Animal e da Associação Capixaba dos Criadores de Nelore (ACCN).

Gustavo Callejon, assessor técnico da ACNB, elogiou a qualidade dos animais apresentados em Colatina. “Esta etapa no Frisa de Colatina é realizada há vários anos, e sempre temos o prazer de avaliar animais com muita qualidade. Neste ano, tivemos lotes excepcionais, que provavelmente vão disputar o título nacional do Circuito. Os Neloristas Capixabas estão de parabéns”, afirmou.

O evento em Colatina contou com uma programação diversificada. Mariane Tufani, da StoneX, apresentou uma palestra sobre “Mercado Futuro”, seguida por Mauricio Velloso, presidente da Assocon, que abordou o tema “Conhecendo o Ciclo Pecuário: esteja blindado contra a euforia e o pânico.” Gustavo Callejon finalizou o dia apresentando os resultados da etapa, que culminou em um jantar de confraternização.

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Para Marcos Flavio Teixeira Pereira, diretor de originação e relações institucionais do Frisa, a participação no Circuito é fundamental para a promoção da melhoria genética na região. “Os animais que participam do Circuito são mais precoces e melhor acabados, atendendo aos pré-requisitos de diversos mercados. É uma grande satisfação integrar esse evento, que reúne pecuaristas comprometidos com uma pecuária mais sustentável e lucrativa”, destacou.

A análise dos machos avaliados mostrou que cerca de 81% dos animais possuíam até 2 dentes incisivos permanentes, indicando uma idade aproximada de 2 anos. Quanto ao peso, 68% dos animais apresentaram cobertura de gordura mediana ou uniforme, com um peso médio de 21,8 arrobas.

Premiação e Destaques

O prêmio de Melhor Lote de Carcaças de Machos foi entregue a Dalton Dias Heringer, da Fazenda Paraíso (Vila Velha/ES), que conquistou a Medalha de Ouro. Arthur Arpini Coutinho, da Fazenda Paraíso (Mucurici/ES), recebeu a Medalha de Prata, e o Grupo Simão, da Fazenda Cassani (São Roque do Canaã/ES), ficou com a Medalha de Bronze.

Além disso, o prêmio de Melhor Lote de Carcaças de Machos Terminados em Pastagens foi concedido a Rosen Silva Marques Martins Brotas, da Fazenda Brotas (Montanha/ES), que levou a Medalha de Ouro.

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Circuito Nelore de Qualidade

Organizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) desde 1999, o Circuito Nelore de Qualidade tem como objetivo fortalecer e promover a genética Nelore, contribuindo para a evolução da raça e seu reconhecimento como produtora de carne de alta qualidade. O campeonato avalia os resultados obtidos pelos produtores em suas diferentes realidades e sistemas de produção.

Com o apoio de empresas como Friboi, Frisa, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal, o Circuito é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo. Na Bolívia, a iniciativa conta com a parceria do frigorífico Fridosa e organização conjunta com a Asocebu, enquanto no Paraguai, a organização fica a cargo da Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore (APCN), com apoio do frigorífico Minerva.

Os resultados consolidados do Circuito Nelore de Qualidade serão apresentados na Nelore Fest 2024, que acontecerá no dia 7 de dezembro, em São Paulo (SP). Os convites individuais para o evento já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelos telefones (11) 3293-8900 e (11) 99145-2165.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro exporta R$ 45,6 bilhões e mantém 3º lugar no país

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões em exportações no primeiro semestre de 2026 e manteve o Estado como o terceiro maior exportador do setor no país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. O resultado veio mesmo com uma queda de 9,6% na receita em relação ao mesmo período do ano passado, puxada principalmente pela redução dos embarques de café.

Entre janeiro e junho, Minas enviou 8,46 milhões de toneladas de produtos agropecuários para 166 países. O volume foi 3% menor que o registrado no primeiro semestre de 2025. Ainda assim, o Estado respondeu por 10,3% de tudo o que o agronegócio brasileiro vendeu ao exterior e o setor representou 40,9% da receita total das exportações mineiras.

Os números, levantados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) a partir dos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram uma mudança importante dentro da pauta. O café continuou dominante, mas soja e carnes ganharam espaço e ajudaram a amortecer a retração do principal produto mineiro.

O café respondeu sozinho por R$ 22,9 bilhões, pouco mais da metade de toda a receita agropecuária obtida no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre. A disponibilidade menor do produto reduziu os volumes, embora o preço médio de exportação tenha aumentado cerca de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025.

A influência do café sobre os números mineiros é enorme. No primeiro trimestre, por exemplo, as exportações do produto haviam caído 31,5% em volume e 18,5% em receita. O recuo foi suficiente para puxar para baixo o resultado de todo o agronegócio estadual, mesmo enquanto outras cadeias registravam crescimento.

Isso ajuda a explicar uma aparente contradição: Minas continua entre os maiores exportadores agrícolas do Brasil, mas vendeu menos que no ano passado. Em 2025, o agronegócio mineiro havia alcançado o recorde de aproximadamente R$ 101 bilhões em vendas externas, resultado favorecido principalmente pela forte valorização internacional do café. A comparação de 2026, portanto, ocorre sobre uma base excepcionalmente elevada.

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A soja foi uma das cadeias que impediram uma retração maior. O complexo formado por grão, farelo e óleo movimentou aproximadamente R$ 10,7 bilhões no primeiro semestre, com crescimento de cerca de 10% sobre 2025. O avanço também revela uma mudança na composição das vendas, com maior presença de farelo e óleo, produtos que passam por processamento antes de deixar o Estado.

As carnes apresentaram outro desempenho positivo. Os embarques de carne bovina, suína e de frango renderam aproximadamente R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% na comparação anual. O volume chegou a 247,3 mil toneladas, 3,7% acima do primeiro semestre do ano passado.

A diferença entre o crescimento da receita e o avanço do volume mostra que o valor médio das carnes exportadas aumentou. O movimento beneficia uma cadeia importante para Minas, que possui produção expressiva de bovinos, aves e suínos e uma estrutura industrial formada por frigoríficos, cooperativas e empresas de processamento.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, gerou cerca de R$ 2,7 bilhões em exportações no semestre. Os produtos florestais, que incluem celulose, madeira e papel, ficaram próximos de R$ 2,6 bilhões.

Juntos, café, complexo soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais concentraram mais de 96% das exportações do agronegócio mineiro. A pauta é concentrada em grandes cadeias, mas começa a apresentar nichos com maior grau de processamento e produtos ligados à tradição regional.

Minas também aparece entre os principais fornecedores brasileiros de produtos como mel, lácteos, sementes, batatas processadas e doce de leite. Embora movimentem valores menores, essas cadeias têm importância porque permitem a entrada de cooperativas e agroindústrias de menor porte em mercados internacionais.

A diversificação também aparece nos destinos. A China permaneceu como principal comprador do agronegócio mineiro, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia tem peso especial para o café: no primeiro quadrimestre, aproximadamente 94% do valor comprado pelo bloco de Minas estava concentrado no produto.

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O peso do campo vai além das exportações. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira alcançou o recorde de R$ 167,8 bilhões em 2025. Para 2026, as projeções divulgadas ao longo do ano mantêm o faturamento próximo desse patamar, embora com comportamentos diferentes entre as cadeias.

As lavouras representam aproximadamente dois terços do VBP estadual e o café continua na liderança. Estimativas divulgadas pela Seapa indicavam faturamento superior a R$ 60 bilhões para a cultura em 2026. Soja, cana-de-açúcar e milho aparecem na sequência entre as principais atividades agrícolas.

Na pecuária, a carne bovina segue como principal componente do faturamento. A projeção divulgada neste ano apontava para cerca de R$ 20 bilhões, enquanto o leite, outra atividade tradicional de Minas, enfrentava cenário mais difícil, com queda de preços e pressão sobre a rentabilidade do produtor.

Esse conjunto mostra que o desempenho do agronegócio mineiro em 2026 não pode ser resumido apenas à queda das exportações. O Estado atravessa uma acomodação depois do recorde registrado no ano passado, enquanto algumas cadeias ganham espaço justamente no momento em que o café perde parte da força excepcional observada em 2025.

Para o produtor, essa diversificação reduz parcialmente a dependência de uma única commodity, mas não elimina os riscos. Café, soja, carnes e produtos florestais continuam fortemente expostos ao câmbio, aos preços internacionais, ao custo do crédito, às condições climáticas e às exigências dos mercados compradores.

Mesmo nesse ambiente, Minas chega à segunda metade de 2026 com o agronegócio respondendo por quatro de cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações. Mais do que o valor absoluto dos R$ 45,6 bilhões, é essa participação, combinada à presença em 166 mercados e à expansão de cadeias além do café, que ajuda a explicar por que o campo permanece como uma das principais bases da economia mineira.

Fonte: Pensar Agro

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