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Etanol sobe 1,55% em abril, gasolina também fica mais cara, aponta Edenred Ticket Log

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De acordo com a última análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o preço médio do litro de etanol no Brasil fechou em alta no mês de abril, subindo 1,55% em relação à primeira quinzena do mês, sendo comercializado a R$ 3,93. A gasolina também teve aumento, com um acréscimo de 0,51%, sendo vendida a R$ 5,96 por litro.

Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, destacou que o aumento acumulado do etanol, comparando com o mês anterior, foi de 5%. “Já para a gasolina, o acréscimo foi menor, de 1%”, completou.

A análise mostra que o etanol está em alta em todas as regiões do Brasil. A região Centro-Oeste, mesmo apresentando o menor preço médio do etanol, com R$ 3,84, teve um aumento de 1,86% em relação ao início do mês. No Sudeste, o preço médio foi o mesmo do Centro-Oeste, R$ 3,84. A região Norte apresentou o etanol mais caro do país, chegando a R$ 4,56 por litro.

O preço da gasolina também subiu na maioria das regiões, exceto no Centro-Oeste, onde se manteve estável, fechando abril a R$ 6,02. O maior aumento foi registrado no Nordeste, com 0,83%, chegando a R$ 6,08 por litro. A gasolina mais cara foi encontrada no Norte, a R$ 6,37, enquanto a mais barata foi registrada no Sudeste, a R$ 5,83.

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A maioria dos estados e o Distrito Federal apresentaram aumento no preço do etanol. Apenas quatro estados da região Norte mantiveram estabilidade nos preços: Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. O maior aumento foi observado no Mato Grosso, com 3,37%, onde o etanol foi vendido a R$ 3,68 por litro. Em Roraima, foi registrado o preço mais alto, a R$ 5,02.

A gasolina também ficou mais cara em quase todos os estados, com exceção de dois estados e do Distrito Federal, que tiveram quedas nos preços. O recuo mais expressivo ocorreu no Rio Grande do Norte, com uma redução de 1,61%, terminando abril a R$ 6,11 por litro. A maior alta foi na Bahia, com 2,18%, onde a gasolina foi encontrada a R$ 6,10. O estado com a gasolina mais cara foi o Acre, a R$ 6,76, enquanto o preço mais baixo foi registrado em São Paulo, a R$ 5,76.

Douglas Pina, ao avaliar a competitividade entre etanol e gasolina, comentou: “O etanol, mesmo com aumento, ainda é mais vantajoso para abastecimento em grande parte do país, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste. Além disso, ele é uma alternativa mais ecológica, contribuindo para uma mobilidade de baixo carbono”.

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O IPTL é um índice de preços de combustíveis baseado em transações realizadas nos 21 mil postos credenciados pela Edenred Ticket Log. A empresa possui uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento dos preços nos postos, gerando uma média precisa e confiável. A Edenred Ticket Log é parte da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, com mais de 30 anos de experiência, adaptando-se às necessidades dos clientes com soluções modernas para simplificar processos diários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cortes no seguro rural e disputa por crédito elevam tensão entre governo e bancada do agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elevou o tom contra o governo federal nesta semana após o bloqueio de recursos do seguro rural e o avanço de discussões sobre financiamento do setor, ampliando a tensão entre o Congresso e o Executivo em torno da política de crédito e proteção da renda no campo.

O principal ponto de conflito é o contingenciamento de cerca de R$ 461 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz a capacidade de subsídio às apólices contratadas por produtores em um momento de maior exposição climática e aumento dos custos de produção.

Para a bancada ruralista, a medida compromete a previsibilidade do setor e pode reduzir a adesão ao seguro agrícola, especialmente em culturas mais sensíveis a variações de clima e produtividade. A avaliação dentro da FPA é de que o corte afeta diretamente a gestão de risco do produtor e encarece o financiamento da próxima safra.

A bancada também acompanha com preocupação a tramitação de propostas de renegociação de dívidas rurais aprovadas no Senado, que ainda aguardam posicionamento do governo. Parlamentares ligados ao agro defendem que as medidas deveriam ser tratadas como parte de um pacote integrado de recomposição da capacidade financeira do setor, diante do aumento do endividamento e da elevação dos custos de crédito.

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Na leitura da FPA, o conjunto das decisões recentes indica uma redução do espaço fiscal para políticas de apoio ao agro, o que pode afetar desde o acesso ao crédito até a contratação de instrumentos de proteção como o seguro rural.

O governo, por sua vez, tem argumentado que as medidas precisam ser avaliadas sob o ponto de vista do impacto fiscal, o que tem resultado em sucessivos vetos, bloqueios e revisões de propostas aprovadas no Congresso.

Diante do impasse, a FPA articula no Congresso a recomposição dos recursos do seguro rural e a manutenção das propostas de renegociação de dívidas, com o objetivo de evitar aumento de custo e perda de competitividade do produtor brasileiro na próxima safra.

O embate deve se intensificar nas próximas semanas e se concentrar justamente nos instrumentos de financiamento e gestão de risco da atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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