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Etanol registra quarta semana consecutiva de queda, com anidro recuando 3,65% e hidratado 2,33%

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Queda semanal nos preços do etanol anidro e hidratado

Entre os dias 2 e 6 de junho, os preços do etanol anidro e hidratado encerraram a semana em baixa, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. O etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, sofreu a maior retração, caindo 3,65% no período. O combustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2,9448 por litro, abaixo dos R$ 3,0564 por litro registrados na semana anterior.

O etanol hidratado, usado em veículos flex ou originalmente a álcool, também teve recuo, de 2,33%. O preço médio negociado na última semana ficou em R$ 2,5492 por litro, contra R$ 2,6100 da semana anterior. Essa foi a quarta semana consecutiva de queda no indicador do hidratado.

Indicador Diário de Paulínia mostra leve alta após 13 dias em baixa

Apesar do cenário semanal negativo, o Indicador Diário de Paulínia registrou uma alta na sexta-feira (6), interrompendo uma sequência de 13 dias seguidos de queda. O etanol hidratado foi negociado a R$ 2.634,00 por metro cúbico, um aumento de 0,23% em relação ao preço de R$ 2.628,00 do dia anterior.

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A última vez que o indicador apresentou alta foi em 19 de maio, quando o metro cúbico do etanol foi vendido a R$ 2.810,50.

O mercado de etanol permanece sob pressão, refletindo as oscilações de oferta e demanda e as condições de mercado no setor de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Drones reduzem uso de inseticidas na cana-de-açúcar com tecnologia de controle biológico apoiada pela Embrapii

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Inovação leva drones ao controle biológico na cana-de-açúcar

Uma tecnologia desenvolvida com apoio da Embrapii está transformando o manejo de pragas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. O sistema utiliza drones para realizar a liberação mecanizada de agentes biológicos no campo, reduzindo a necessidade de inseticidas químicos.

A solução foi criada pela empresa Sardrones em parceria com a Unidade Embrapii da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com foco no controle da broca-da-cana, uma das principais pragas que afetam a produtividade do setor sucroenergético.

Controle biológico deixa de ser manual e ganha escala com drones

O projeto surgiu a partir de um desafio operacional comum no campo: o controle biológico tradicional exige grande esforço humano e apresenta limitações de escala.

Segundo o agrônomo Gustavo Scarpari, fundador da Sardrones, o método manual expõe trabalhadores a condições adversas e baixa eficiência operacional.

“É um trabalho perigoso, com calor, presença de animais e esforço físico elevado com baixo rendimento”, explica.

Para superar esse cenário, a proposta foi mecanizar o processo por meio de drones capazes de distribuir vespas da espécie Cotesia flavipes, inimigas naturais da broca-da-cana.

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Tecnologia garante liberação precisa e rastreabilidade no campo

O sistema utiliza embalagens biodegradáveis acopladas a dispensers instalados nos drones, que realizam a liberação controlada dos agentes biológicos sobre a lavoura.

Durante o voo, as aeronaves sobrevoam os canaviais e liberam os insetos de forma programada, garantindo maior uniformidade na aplicação.

Todo o processo é monitorado por mapas de voo, permitindo rastreabilidade completa das áreas atendidas e maior controle sobre a eficiência da operação.

Parceria com Embrapii e Esalq/USP acelerou desenvolvimento

O avanço da tecnologia contou com o apoio da Embrapii e da parceria com pesquisadores da Esalq/USP, que contribuíram para a otimização do sistema de aplicação.

Segundo o professor e entomologista José Maurício Bento, o trabalho envolveu a definição de parâmetros técnicos fundamentais para a eficiência do método.

“Trabalhamos na definição da melhor forma de aplicação, número ideal de liberações, horários e custo-benefício, além de avaliar a eficiência do método”, afirma.

Redução de defensivos químicos e ganhos em sustentabilidade

Um dos principais impactos da tecnologia é a redução do uso de inseticidas químicos na lavoura de cana-de-açúcar.

De acordo com os especialistas, o controle biológico contribui para a preservação de organismos benéficos e reduz a pressão ambiental associada ao uso de defensivos.

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“O principal ganho é evitar aplicações químicas”, destaca Bento.

Solução também gera impacto econômico para o setor sucroenergético

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também pode gerar ganhos econômicos para produtores e usinas.

A redução do uso de insumos químicos e a eficiência do controle biológico contribuem para a melhoria da rentabilidade da produção.

Segundo Scarpari, o avanço pode até influenciar a valorização do produto final no mercado.

“Quanto mais biológico se usa, maior a chance de obter prêmio no preço do açúcar”, afirma.

Tecnologia já avança para outras culturas agrícolas

Embora inicialmente aplicada na cana-de-açúcar, a tecnologia já começa a ser utilizada em outras cadeias produtivas, como soja, milho, café e fruticultura.

A expansão reforça o potencial de escalabilidade da solução e sua adaptação a diferentes sistemas agrícolas.

Para especialistas, iniciativas como essa mostram como a integração entre pesquisa científica, demanda do setor produtivo e investimento em inovação acelera a transformação tecnológica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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