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Etanol registra a décima queda consecutiva no Indicador Diário Paulínia; Açúcar também apresenta recuo

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O etanol hidratado apresentou sua décima desvalorização consecutiva pelo Indicador Diário Paulínia. Desde o dia 9 de maio, o biocombustível acumula sucessivas perdas, totalizando uma queda de 3,67% no acumulado do mês.

Na última quarta-feira (22), as usinas comercializaram o etanol a R$ 2.361,50 por metro cúbico, representando uma perda de R$ 10,00, ou 0,42%, em relação aos preços praticados na terça-feira.

Açúcar

Em Nova York, na ICE Futures, a quarta-feira foi marcada por quedas em todos os lotes de açúcar bruto. O contrato com vencimento em julho de 2024 foi negociado a 18,23 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 33 pontos em comparação com os preços do dia anterior. O contrato para outubro de 2024 caiu 35 pontos, sendo negociado a 18,25 centavos por libra-peso. Os demais contratos tiveram recuos entre 26 e 34 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou o dia em baixa em todos os lotes. O contrato para agosto de 2024 foi comercializado a US$ 541,50 por tonelada, uma queda de US$ 2,90. O contrato para outubro de 2024 recuou US$ 4,70, sendo negociado a US$ 519,20 por tonelada. Os demais vencimentos caíram entre US$ 5,80 e US$ 6,10.

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No mercado interno, a quarta-feira foi de alta nas cotações do açúcar cristal, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 137,20, em comparação aos R$ 135,63 de terça-feira, registrando uma valorização de 1,16%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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