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Etanol de milho impulsiona economia e consolida Mato Grosso como líder nacional

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Mato Grosso lidera produção de etanol de milho no Brasil

Mato Grosso se consolida como o maior produtor de etanol de milho do país, com uma produção superior a 5,6 bilhões de litros na safra 2024/25. O avanço do biocombustível reforça a importância do milho, que deixou de ser apenas uma cultura de segunda safra e passou a ocupar posição estratégica no estado.

Na última safra, a produção total de milho atingiu 55,43 milhões de toneladas, sendo que cerca de 13,9 milhões de toneladas foram destinadas à fabricação de etanol.

Industrialização fortalece economia e gera empregos

O crescimento da indústria de etanol de milho tem impacto direto na economia mato-grossense. Segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), o setor gerou mais de 147 mil empregos e arrecadou R$ 833,6 milhões em ICMS em 2025.

De acordo com a Aprosoja MT, a industrialização do milho é um dos principais motores do desenvolvimento econômico regional, agregando valor à produção e impulsionando áreas como infraestrutura, saúde e educação.

Etanol e subprodutos ampliam competitividade

Além do etanol, o processamento do milho gera subprodutos importantes para a cadeia agroindustrial. Em 2025, as usinas produziram:

  • 2,2 bilhões de litros de biodiesel
  • 2,7 milhões de toneladas de DDG (subproduto utilizado na alimentação animal)
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O DDG, em especial, contribui para reduzir custos na pecuária, o que pode impactar positivamente o preço final da carne ao consumidor.

Expansão das usinas aumenta demanda por milho

O crescimento do setor está diretamente ligado à expansão industrial no estado. Atualmente, Mato Grosso conta com:

  • 12 usinas de etanol de milho em operação
  • 10 unidades em construção
  • 5 projetos em fase de planejamento

Segundo o Imea, esse avanço deve manter a demanda aquecida pelo grão nos próximos anos, incentivando o aumento da produção.

Maior segurança impulsiona investimentos no campo

Com a presença das usinas, produtores passaram a contar com maior previsibilidade na comercialização do milho. A proximidade com a indústria reduz custos logísticos e garante mercado ao longo de todo o ano.

Esse cenário tem incentivado a ampliação das áreas plantadas e o aumento dos investimentos na cultura, impulsionado pela relação entre oferta e demanda mais favorável.

Cadeia do etanol movimenta diversos setores

A produção de etanol de milho vai além do campo e da indústria, movimentando uma ampla cadeia econômica. Desde o cultivo de insumos até o transporte e consumo final, o setor gera empregos diretos e indiretos em diferentes etapas.

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Essa integração fortalece não apenas o agronegócio, mas também outros segmentos da economia regional.

Sustentabilidade reforça potencial do biocombustível

O etanol de milho também se destaca pelo apelo sustentável, sendo uma alternativa renovável aos combustíveis fósseis.

Atualmente, mais de 20% do etanol consumido no Brasil já é produzido a partir do milho, e a tendência é de crescimento, impulsionada pela busca global por fontes de energia mais limpas.

Perspectivas indicam crescimento contínuo

O avanço das usinas e a consolidação da demanda interna e externa indicam que Mato Grosso deve manter a liderança na produção de etanol de milho nos próximos anos.

Combinando produtividade agrícola, industrialização e sustentabilidade, o estado fortalece sua posição como referência no setor de biocombustíveis e amplia sua relevância no cenário nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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