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Estudantes de Cuiabá homenageiam cultura africana e história de artistas negros

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Estudantes matriculados no pré-I ao 5º da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB), Profª Lidioliria Santana, localizada nno bairro Residencial Baracat, participaram na sexta-feira (28) de um grande ato de trabalho de conclusão de tarefas escolares destinada a consciência negra e influência da África na cultura brasileiral.

O trabalho foi produzido por mais de 100 estudantes, sempre monitorado pelos professores, coordenadoria e direção escolar. No pátio da escola, havia cartolinas detalhando a culinária afro-brasileira. Nas salas de aula, cartolinas, exibiam o rosto de crianças negras. Em uma cartolina maior no pátio da escola, estava montada com faixas corolidas e peças de discos de música a forma do rosto de uma mulher, em tamanho maior, com letras maiúsculas que formavam a palavra “Respeito não tem cor, tem consciência”.

A diretora Ana Maria Pereira dos Santos explica detalhamente à elaboração dos trabalhos. “Esse projeto é trabalhado anualmente, e. a partir do dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, é apresentada a conclusão. As crianças precisam conhecer as raízes, entender a origem do povo africano. É pelo conhecimento que nasce o respeito pela cultura e o saber de se reconhecer como um todo. Somos parte integrante de uma cultura de povos. Cabe a escola levar este conhecimento. Estamos felizes porque cumprimos nossa missão”, afirma.

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A coordenadora Ida Maria Tomei Bianconi ressaltou a importância social e cultural do trabalho estudantil. “O povo brasileiro é resultado de uma miscigenação racial. Essa é a mensagem levada pela escola amparada em livros, pesquisas. Ou seja, não faz sentido discriminar o colega por causa da cor da pele, do cabelo diferente. Somos seres humanos. A cor da pela não faz diferença”.

Uma das inovações do trabalho escolar foi o uso de materiais recicláveis para produzir rostos de mulheres e jovens negros. Os estudantes vestiram roupas de origem africana, pintaram os rostos, contribuiram para a produção de materiais de cartolina em sala. E, ainda, promoveram um desfile no pátio escolar exibindo cartazez com mensagens de valorização ao povo africano.

Também foi exibido no pátio um livro contando a história das personalidades negras do esporte. Na relação, estava a história de vida de Edson Arantes do Nascimento, o eterno Pelé (já falecido), do atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira, Vinicius Jr, e o atleta Claudinei Quirino.

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“Oportunizamos aos alunos abordar a valorização à cultura e a participação social dos negros nas mais diferentes formas. Foi um trabalho muito enriquecedor”, reforça a professora Karine Nogueira.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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