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Estratégias para período de estiagem na Região Norte: Semiconfinamento, confinamento convencional ou terminação intensiva a pasto?

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Durante a estiagem, comum na região Norte do Brasil, a disponibilidade de pastagens diminui, o que pode afetar o desempenho dos animais. Para lidar com esse desafio, os pecuaristas têm três opções principais: semiconfinamento, confinamento convencional ou terminação intensiva a pasto (TIP). “Seja qual for a escolha, os planos nutricionais precisam garantir um excelente desempenho na fase de engorda, com uma dieta ajustada e balanceada para os animais”, explica Danúbia Figueira, médica-veterinária e doutora em Nutrição de Gado de Corte, supervisora técnica comercial da Bigsal, marca da Trouw Nutrition.

O confinamento convencional é uma estratégia de engorda em que os animais são mantidos em currais específicos, com alimentação e água à vontade. Essa abordagem permite aliviar a pressão sobre as pastagens, já que os animais confinados não dependem delas para se alimentar, liberando área para categorias mais leves, como animais de recria. No entanto, a implementação do confinamento convencional pode ser cara, pois envolve custos com instalações, equipamentos, mão de obra, combustível, entre outros. “A alimentação é o fator que mais impacta o custo”, ressalta Danúbia.

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Apesar disso, o confinamento convencional pode trazer benefícios, como o alívio da pressão sobre as pastagens durante a seca e a melhoria da produtividade, ao reduzir o tempo necessário para a terminação dos animais. Além disso, essa estratégia permite abates ao longo do ano, aumentando o giro de capital na propriedade.

O semiconfinamento e a terminação intensiva a pasto (TIP) são estratégias de engorda em que os animais permanecem no pasto, mas recebem suplementação em cochos. A diferença está na quantidade de concentrado fornecida. No semiconfinamento, os animais recebem, em média, de 0,8 a 1,2% do peso corporal em concentrado. Na TIP, a quantidade é maior, chegando a mais de 1,5%, podendo superar 2%.

“O semiconfinamento permite terminação com acesso livre à pastagem e suplementação em cochos, com uma quantidade de concentrado equivalente a 1% do peso vivo, geralmente fornecida uma vez ao dia”, detalha Danúbia. Na TIP, a oferta de concentrado é mais alta, o que possibilita uma taxa de lotação maior devido à menor demanda por forragem.

Determinar a melhor estratégia depende das condições específicas de cada propriedade, bem como do desempenho esperado para a engorda. A Bigsal, com forte presença na região Norte do Brasil e parte do Centro-Oeste, disponibiliza sua equipe de técnicos capacitados para ajudar os pecuaristas a escolher a estratégia ideal para suas operações durante o período de estiagem.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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