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Estratégias para aumentar a qualidade da cana-de-açúcar e potencializar o rendimento do produtor

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De acordo com os termos de Atualização do modelo Consecana-SP de 2019, esse rendimento é compartilhado por meio de um fator adicionado ao ATR (kg/tc), a ser pago considerando a cana do fornecedor, por fundo agrícola, na quinzena, para a cana remunerada pelo ATR analisado ou pelo ATR relativo. O ganho de ATR, devido ao diferencial de pureza, é proporcional ao Brix da cana do fornecedor na quinzena e é aplicado somente quando o diferencial de pureza da matéria-prima entregue pelo fornecedor é positivo.

O quinto episódio do CanaoesteCast, o podcast da Canaoeste, abordou como os produtores podem melhorar a qualidade da cana-de-açúcar para usufruir dessa remuneração. Participaram Thiago de Andrade Silva, gerente de Soluções Integradas da Canaoeste; Roberto de Campos Sachs, engenheiro químico, coordenador da Canatec Consecana-SP; Alessandra Durigan, responsável pela área agronômica da Canaoeste; e Lucas Teodoro, supervisor do laboratório da Canaoeste.

Roberto Sachs ressalta que a qualidade da cana está intrinsecamente ligada ao uso e às necessidades específicas do produto. Destaca a importância de fatores como a Pol do caldo, umidade e pureza do caldo, sendo esta última desvinculada das impurezas minerais e vegetais da cana.

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Alessandra Durigan destaca a relevância do manejo varietal, distribuindo o material de acordo com o tipo de solo e a época de colheita. Ela orienta os produtores a acompanhar a operação de colheita, ajustando a velocidade da colhedora e garantindo a manutenção adequada dos exaustores para aumentar a qualidade da matéria-prima.

Lucas Teodoro enfatiza a importância da análise laboratorial do ponto de maturação da cana, permitindo ao produtor ter uma previsibilidade. Destaca que os operadores de inspeção de qualidade da Canaoeste atuam não apenas para acompanhar a cana do produtor, mas também para orientar os responsáveis pelos laboratórios das usinas a seguir as normas corretamente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF valida mudança em parque nacional e libera avanço da Ferrogrão com exigências ambientais

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O Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade da Lei 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir o avanço da Ferrogrão (EF-170), projeto ferroviário considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola brasileira entre o Mato Grosso e os portos do Pará.

A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade. O processo teve relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Construção da Ferrogrão dependerá de licenciamento ambiental

A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator e concluiu que não houve irregularidade no processo legislativo que resultou na aprovação da lei.

Apesar de validar a norma, o STF estabeleceu que a construção da Ferrogrão permanece condicionada ao cumprimento de todas as exigências legais e ambientais, incluindo a obtenção de licenças ambientais e medidas de proteção às terras indígenas localizadas na área de influência do empreendimento.

A decisão também autoriza o Poder Executivo Federal a editar decreto para compensação ambiental da área retirada do parque nacional.

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Lei retirou área do Parque Nacional do Jamanxim

A Lei 13.452/2017 excluiu aproximadamente 862 hectares do Parque Nacional do Jamanxim para implantação dos leitos ferroviários e das faixas de domínio da Ferrogrão e da BR-163.

O projeto ferroviário prevê ligação entre importantes regiões produtoras do Mato Grosso e os corredores logísticos do Pará, ampliando a capacidade de transporte de grãos destinados à exportação.

AGU destaca avanço logístico e redução de emissões

Durante o julgamento, a Advocacia-Geral da União destacou que os estudos relacionados ao empreendimento foram atualizados, incluindo análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

A AGU argumentou ainda que, respeitadas as exigências legais, a Ferrogrão pode representar avanço relevante para a infraestrutura logística nacional, com potencial de geração de empregos, aumento da competitividade do agronegócio e redução de custos no transporte de cargas.

Outro ponto defendido pela União foi a possibilidade de diminuição do fluxo de caminhões na BR-163, fator que poderia reduzir impactos sobre a malha rodoviária e contribuir para menor emissão de gases de efeito estufa.

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Ferrogrão segue no centro do debate ambiental e logístico

Considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o setor agropecuário, a Ferrogrão continua cercada de debates envolvendo desenvolvimento econômico, preservação ambiental e impactos sobre comunidades indígenas.

O projeto é visto pelo setor produtivo como peça estratégica para ampliar a eficiência logística do corredor de exportação do Norte do país, especialmente para soja, milho e farelo produzidos no Centro-Oeste brasileiro.

Ao mesmo tempo, organizações ambientais e representantes indígenas seguem cobrando garantias relacionadas à preservação da floresta amazônica e ao cumprimento rigoroso da legislação socioambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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