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Estoques europeus de café se elevam, mas seguem abaixo das médias históricas

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Dados da Federação Europeia de Café (ECF) indicam uma recuperação dos estoques de café da UE em agosto, para 8,85 milhões de sacas de café, depois de terem atingido os níveis mais baixos em décadas no início do ano.

“Houve uma recuperação de todos os tipos de café, mas especialmente do robusta e do arábica lavado, em consonância com o aumento das importações da América Central, da África Oriental e do Brasil entre abril e agosto, origens

que exportam estas qualidades de grãos”, explica Laleska Moda, analista de Café da Hedgepoint Global Markets.

No entanto, apesar do aumento, os estoques da UE continuam inferiores a 2023 e aos níveis médios históricos. Embora seja improvável que os estoques voltem aos níveis médios em breve, ainda pode haver espaço para uma recuperação ao patamar de 2023 nos próximos meses, dado o recente ritmo de importação.

Desde o início de 2024, as importações europeias aumentaram, refletindo as preocupações com a redução dos estoques – em março, estavam em 6,4 milhões de sacas, os níveis mais baixos das últimas décadas – e a implementação do EUDR em dezembro.

“Isso também levou a um crescimento significativo das importações de café brasileiro, uma vez que outras origens viram a sua oferta diminuir na sua entressafra, principalmente do lado do robusta, com as importações da variedade permanecendo acima dos níveis médios no primeiro semestre de 2024, o que também pode ter refletido na recuperação significativa dos estoques de robusta a partir de abril”, aponta.

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Olhando para as importações europeias acumuladas ao longo dos trimestres, é também interessante notar que o volume no segundo e terceiro trimestres foi superior aos níveis de temporadas passadas, indicando uma taxa de importação mais elevada nos últimos meses.

“Embora o possível adiamento do EUDR possa levar a uma redução da procura europeia nos próximos meses, é provável que o quarto trimestre registre um volume significativo, uma vez que grande parte deste café já foi comprado antes de a Comissão propor o adiamento”, acredita.

“Como já foi mencionado, isso também poderá contribuir para a recuperação dos estoques da UE. É interessante observar que, até há pouco tempo, o spread X-F do robusta estava sendo negociados nos níveis mais elevados dos últimos anos, mas houve uma inversão nas últimas semanas, provavelmente refletindo as expectativas de uma oferta mais confortável da variedade, com o aumento das exportações globais do grão, a recuperação dos estoques em destinos e a próxima colheita vietnamita”, observa a analista.

Quanto ao spread do arábica, está abaixo dos níveis de 2022 e final de 2023 – quando havia uma expectativa mais forte de menor oferta – mas o spread Z-H está indicando uma ligeira preocupação do lado da produção, pois ainda há incerteza sobre a safra 25/26 no Brasil, embora o clima tenha sido mais favorável e possa levar a uma pressão de baixa nos preços nas próximas semanas.

“Por outro lado, também é importante lembrar que os estoques europeus (e de outros destinos) dificilmente voltarão aos níveis médios, devido a uma demanda ainda resistente. Na UE, por exemplo, o consumo aparente na temporada 23/24 (out/23 – ago/24) indica que, embora ainda abaixo de 22/23, já está acima dos níveis médios, com 40,4 milhões de sacas. Vale lembrar também que estamos caminhando para o inverno no Hemisfério Norte, quando a demanda de café tende a crescer”, conclui.

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Em resumo, os estoques da ECF indicam uma recuperação de abril a agosto, em consonância com o aumento das importações da UE em 2024. Embora o potencial adiamento da EUDR possa levar a uma diminuição das importações a curto prazo, este ano ainda deverá registar importações europeias mais elevadas, o que, por sua vez, poderá beneficiar uma nova recuperação dos estoques da UE.

Esta expectativa de maior oferta também se refletiu nos preços futuros, especialmente com o regresso das chuvas no Brasil e a próxima colheita de robusta no Vietnã.

Por outro lado, o consumo aparente na UE tem mostrado resistência. Embora abaixo de 22/23, o consumo ainda está acima dos níveis médios, o que pode limitar a recuperação dos estoques europeus a médio prazo. Este cenário é também semelhante em outros destinos e, nas origens, esperamos ainda uma diminuição na temporada 24/25, o que poderá dar algum suporte aos preços a longo prazo.

Fonte: Hedgepoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacinação bovina com contenção individual aumenta eficiência, reduz perdas e fortalece o bem-estar animal

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A vacinação do rebanho é uma das práticas mais importantes para garantir a sanidade animal e a sustentabilidade da produção pecuária. No entanto, a eficiência do procedimento depende não apenas da qualidade das vacinas, mas também das condições de manejo e da estrutura utilizada durante a aplicação.

Especialistas alertam que a utilização de equipamentos adequados de contenção pode reduzir significativamente os riscos de acidentes, melhorar o bem-estar dos animais e aumentar a eficácia da imunização, trazendo benefícios diretos para a produtividade das propriedades rurais.

Contenção individual oferece mais segurança para animais e trabalhadores

Segundo a Beckhauser, referência no desenvolvimento de equipamentos para manejo bovino, a vacinação exige atenção especial para garantir a correta aplicação dos imunizantes e minimizar situações de estresse.

De acordo com Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e Bem-Estar Animal e Humano da empresa, a contenção individual dos animais proporciona maior controle durante o manejo, aumentando a segurança da equipe e do próprio rebanho.

“Quando o animal é contido individualmente, há mais segurança para quem realiza o manejo e para o próprio bovino. Isso reduz o risco de acidentes, minimiza o estresse e garante maior precisão na aplicação da vacina, tanto na dosagem quanto no local correto de administração”, destaca.

Manejo coletivo pode aumentar perdas e comprometer a imunização

Em muitas propriedades, a vacinação ainda é realizada em bretes coletivos, onde diversos animais permanecem juntos durante o procedimento.

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Nessas condições, são mais frequentes situações como empilhamento dos animais, quedas, contusões e lesões, além de aumentar o risco de acidentes de trabalho. O excesso de movimentação também pode comprometer a correta aplicação das vacinas, reduzindo sua eficácia.

Além dos impactos sobre o bem-estar animal, falhas durante a vacinação podem gerar prejuízos financeiros ao produtor. Entre os problemas mais comuns estão desperdício de insumos, aplicação incorreta de doses, quebra de agulhas e formação de abscessos vacinais, fatores que afetam o desempenho produtivo do rebanho.

Eficiência operacional melhora com manejo adequado

A adoção de sistemas de contenção individual também contribui para a otimização das operações dentro da fazenda.

Segundo Carla Ferrarini, os benefícios econômicos tornam-se evidentes quando o manejo sanitário é realizado de forma correta e planejada.

“Quando o manejo é feito adequadamente, os ganhos aparecem de forma muito clara. O produtor reduz desperdícios, diminui riscos operacionais e torna todo o processo mais eficiente”, afirma.

Estudos apontam ganhos sem aumento do tempo de trabalho

Pesquisas realizadas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), demonstram que o tempo necessário para vacinar bovinos em sistemas de contenção individual é praticamente o mesmo observado em manejos coletivos.

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A principal diferença está nos resultados obtidos. O modelo individual reduz perdas, diminui a incidência de acidentes, melhora o bem-estar animal e aumenta a eficiência operacional das atividades sanitárias.

Técnica de familiarização reduz estresse durante o manejo

Outra estratégia recomendada para melhorar o desempenho dos manejos sanitários é a chamada “escolinha”, prática utilizada antes de operações que envolvem grandes grupos de animais.

O método consiste em manter os equipamentos de contenção abertos para que os bovinos apenas transitem pelo local, sem a realização de qualquer procedimento.

Essa etapa de familiarização ajuda os animais a se adaptarem ao ambiente, reduzindo a reatividade e o estresse durante os manejos posteriores, o que favorece a segurança, a eficiência e o bem-estar em todas as etapas da produção pecuária.

Bem-estar e produtividade caminham juntos

Com a crescente demanda por sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis, o investimento em infraestrutura adequada para o manejo sanitário vem se consolidando como uma ferramenta estratégica para a pecuária moderna.

Além de promover melhores condições de trabalho para as equipes, a contenção individual contribui para a saúde do rebanho, reduz perdas econômicas e fortalece os indicadores de produtividade, fatores cada vez mais valorizados dentro da cadeia da carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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