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Estoques de café na Europa recuam com queda nas importações

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Os estoques de café na União Europeia registraram queda no último mês, segundo dados da Federação Europeia de Café (ECF). Embora o volume armazenado ainda esteja acima dos níveis de 2024, os números permanecem significativamente abaixo da média histórica e figuram entre os menores das últimas décadas.

A redução dos estoques reflete, em grande parte, o ritmo mais lento das importações no bloco. Em janeiro e fevereiro, o volume de café importado sofreu uma queda acentuada, ficando abaixo dos valores médios e dos registrados no ano anterior. Esse movimento pode ser um indicativo de uma possível desaceleração no consumo europeu.

Enquanto a demanda na Europa desperta preocupações, as perspectivas no Brasil se mostram mais otimistas. A expectativa de chuvas nas principais regiões produtoras pode favorecer a próxima safra e ajudar a equilibrar a oferta no mercado global.

Oscilação nos preços e impacto no consumo

Os preços futuros do café Arábica têm enfrentado resistência na faixa de 390 centavos de dólar por libra-peso (c/lb) nos últimos dias. O contrato para maio de 2025 chegou a ser negociado abaixo de 380 c/lb na última quinta-feira (27), o menor nível desde o final de fevereiro.

A pressão sobre os preços reflete uma combinação de fatores. De um lado, a alta nos preços ao consumidor em diversos países limita o avanço dos contratos futuros. Por outro, as preocupações com uma possível escassez de Arábica, aliadas à restrição da oferta de café Robusta na Ásia e no Brasil, mantêm as cotações acima dos 370 c/lb.

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“Os estoques europeus caíram em janeiro e fevereiro, conforme apontado pela ECF. Apesar da redução no volume disponível na maior região consumidora de café do mundo, os preços futuros não reagiram de forma expressiva, com o contrato maio/25 do Arábica chegando a cair abaixo de 380 c/lb na última semana”, analisa Laleska Moda, especialista em Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a ECF, os estoques da União Europeia, embora ainda superiores aos de 2024, totalizaram 7,39 milhões de sacas em fevereiro. O volume representa uma redução de 36,1% em relação à média histórica e é um dos menores já registrados.

Declínio nas importações preocupa setor

As importações líquidas de café verde na Europa continuam levantando questionamentos sobre o comportamento da demanda. No acumulado da safra 2024/25 (outubro/24 – fevereiro/25), o bloco importou 17,3 milhões de sacas, volume semelhante ao registrado no ciclo anterior, mas 6,6% inferior à média histórica do período.

O principal ponto de atenção, no entanto, é a desaceleração observada a partir de janeiro de 2025. Após manter um ritmo estável até dezembro, as importações passaram por um declínio acentuado, atingindo o menor nível dos últimos 10 anos.

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Além disso, as tensões entre torrefadores e varejistas na Europa têm resultado em sucessivos aumentos no preço do café para o consumidor. Empresas como Lavazza, Nestlé e JDE estão renegociando contratos, e, caso os custos continuem a ser repassados ao varejo, novas altas podem ocorrer nos próximos meses, reforçando o risco de retração no consumo e impacto adicional nas importações.

Tendências globais e retenção de oferta

A pressão sobre os preços do café não se restringe ao mercado europeu. No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) prevê novos aumentos nos próximos meses, o que pode afetar os hábitos de consumo no país. Já na América do Norte e na Europa, dados da Nielsen preparados para a Reuters indicam uma queda de 3,8% nas vendas de café torrado em 2024, enquanto os preços avançaram 4,6% no mesmo período.

No lado da oferta, o mercado segue com restrições. Os produtores de Robusta no Vietnã e na Indonésia têm retido estoques na expectativa de novas valorizações, especialmente diante da escassez da oferta indonésia. Para o Arábica, a previsão de uma safra menor no Brasil em 2025/26 mantém o setor em alerta. No entanto, a expectativa de chuvas em Minas Gerais pode mitigar novas altas nos preços do mercado futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Terminal Integrador de Uberaba completa 10 anos e supera 57 milhões de toneladas movimentadas para exportação do agronegócio

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O Terminal Integrador de Uberaba (TIUB), da VLI, completa dez anos de operação consolidando-se como uma das principais estruturas logísticas do agronegócio brasileiro. Localizado no Triângulo Mineiro e integrado ao Corredor Sudeste da companhia, o terminal já movimentou mais de 57 milhões de toneladas de grãos e açúcar destinados ao mercado internacional, fortalecendo o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos da Baixada Santista.

Desde o início das operações, o terminal tornou-se um dos principais elos da logística nacional para soja, milho, farelo de soja e açúcar, contribuindo para reduzir custos de transporte, aumentar a eficiência operacional e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Corredor estratégico liga o Centro-Oeste ao Porto de Santos

O TIUB integra o Corredor Sudeste da VLI, que conecta as regiões produtoras à Baixada Santista por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), permitindo que grandes volumes de cargas agrícolas sejam transportados de forma mais eficiente até os terminais portuários.

Construído em uma área superior a 5,4 mil metros quadrados, o complexo é atualmente o maior terminal da companhia e possui capacidade para movimentar anualmente 6,3 milhões de toneladas de grãos e 2,4 milhões de toneladas de açúcar.

Segundo a VLI, a estrutura foi concebida para concentrar a produção agrícola regional e realizar sua transferência para o modal ferroviário com elevado nível de produtividade.

Estrutura de alta capacidade acelera operações

Um dos diferenciais do Terminal Integrador de Uberaba é sua moderna pera ferroviária, equipada com duas linhas de carregamento simultâneas, permitindo a formação contínua de composições ferroviárias destinadas ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP), além de outros terminais logísticos.

A infraestrutura inclui:

  • Cinco tombadores hidráulicos de alta capacidade para descarga de grãos;
  • Três moegas exclusivas para recebimento de açúcar;
  • Dois armazéns com capacidade para armazenar até 120 mil toneladas de grãos e 90 mil toneladas de açúcar;
  • Um silo para 8 mil toneladas de grãos;
  • Laboratório para classificação dos produtos;
  • Cinco balanças rodoviárias;
  • Quatorze balanças ferroviárias para grãos e outras quatorze destinadas ao açúcar.
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Para o diretor de Operações do Corredor Sudeste da VLI, Marcelo Cardoso, o terminal representa um dos principais ativos logísticos da companhia.

Segundo ele, o TIUB demonstra a eficiência do modelo multimodal da empresa, integrando ferrovias, terminais e operações portuárias para oferecer maior competitividade ao agronegócio brasileiro.

Tecnologia e automação elevam eficiência logística

Ao longo da última década, o terminal incorporou soluções de automação e inteligência artificial que transformaram a gestão operacional.

Todo o fluxo logístico é monitorado por sistemas digitais, desde o agendamento eletrônico das cargas pelo aplicativo Trato, passando pela identificação automática dos veículos na portaria, até os processos robotizados de amostragem e classificação dos produtos destinados à exportação.

Outro destaque é o chamado Armazém Inteligente, tecnologia desenvolvida pela própria VLI baseada nos conceitos da Indústria 4.0.

O sistema utiliza um braço robótico equipado com sensores e inteligência artificial para analisar, em tempo real, características como densidade, distribuição e estabilidade das pilhas de grãos armazenadas.

Com isso, é possível otimizar o uso da capacidade dos armazéns, reduzir perdas, evitar contaminação entre diferentes produtos e diminuir o consumo de energia durante as operações.

Inovação também reforça a segurança operacional

Além dos avanços tecnológicos voltados à produtividade, o Terminal Integrador de Uberaba tornou-se referência na implantação de sistemas de segurança para as equipes operacionais.

Entre as inovações está o sistema de intertravamento de locomotivas, que impede fisicamente a movimentação dos trens durante as atividades de abertura e fechamento das escotilhas dos vagões.

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Segundo a gerente de Operações do TIUB, Andiara Brasileiro, a tecnologia elimina riscos decorrentes de falhas de comunicação entre maquinistas e operadores, elevando o padrão de segurança das operações ferroviárias.

Transporte ferroviário reduz emissões e retira centenas de caminhões das rodovias

Além dos ganhos operacionais, a utilização do transporte ferroviário proporciona importantes benefícios ambientais.

Cada composição ferroviária expedida pelo terminal, formada por cerca de 80 vagões, transporta volume equivalente ao de aproximadamente 135 caminhões bitrem.

Durante os períodos de maior movimentação da safra, o TIUB embarca, em média, quatro trens por dia, tendo registrado o recorde de sete composições expedidas em apenas 24 horas.

Na prática, isso representa a retirada de mais de 500 caminhões das rodovias brasileiras diariamente, reduzindo congestionamentos, acidentes, consumo de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa.

Logística eficiente fortalece competitividade do agronegócio

Ao completar uma década de operação, o Terminal Integrador de Uberaba consolida sua importância para a logística do agronegócio nacional.

A combinação entre infraestrutura de alta capacidade, automação, inteligência artificial, integração ferroviária e foco em sustentabilidade transforma o complexo em uma das principais plataformas de escoamento da produção agrícola brasileira.

Com investimentos contínuos em inovação e eficiência operacional, o terminal reforça o papel estratégico da logística para ampliar a competitividade das exportações de soja, milho, farelo e açúcar, contribuindo para que o Brasil mantenha sua posição entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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