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Estabilidade nos preços da arroba do boi gordo marca o início de dezembro

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O mercado da arroba do boi gordo se mantém firme neste início de dezembro, impulsionado por uma conjunção de fatores que incluem condições climáticas favoráveis, um ritmo aquecido nas exportações de carne e o encerramento da safra de confinamento. De acordo com análises do Cepea, esse cenário tem provocado uma certa redução na oferta de boi gordo em diversas regiões monitoradas pelo centro de estudos.

Com escalas mais enxutas em comparação ao mês anterior, os representantes de frigoríficos, antecipando possíveis aumentos, estão dispostos a pagar valores ligeiramente superiores pela arroba, visando adquirir novos lotes. Neste início de dezembro, o Indicador CEPEA/B3, referente ao estado de São Paulo, registra valores acima de R$ 240, refletindo a atual solidez no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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TIP na pecuária ganha força na estiagem e aumenta eficiência produtiva no sistema a pasto

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Estiagem pressiona pecuária e exige estratégias mais eficientes de terminação

O período de estiagem segue como um dos maiores desafios para a pecuária de corte no Brasil. A redução na disponibilidade e qualidade das pastagens compromete o ganho de peso dos animais e impacta diretamente a rentabilidade das propriedades rurais.

Diante desse cenário, a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) vem ganhando protagonismo entre os pecuaristas como uma alternativa mais eficiente e equilibrada em relação ao semiconfinamento tradicional durante a estação seca.

TIP aumenta suplementação e reduz dependência do pasto

De acordo com o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, a principal diferença entre os sistemas está no nível de suplementação adotado.

No semiconfinamento tradicional, a suplementação na fase de terminação varia entre 0,8% e 1,2% do peso vivo dos animais. Já na TIP, especialmente no período seco, esse nível pode chegar a até 2% do peso vivo, reduzindo a dependência direta das pastagens.

Segundo o especialista, esse modelo permite maior previsibilidade produtiva e melhor desempenho mesmo em condições climáticas adversas.

“A suplementação estratégica é o grande diferencial da TIP. O sistema permite maior lotação e ganhos elevados de carcaça, entre 0,900 kg e 1,200 kg por animal ao dia”, explica Marson.

Semiconfinamento perde eficiência na seca, aponta especialista

Para Marson, o semiconfinamento apresenta melhores resultados durante o período das águas, quando há maior oferta de pasto de qualidade.

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No entanto, na estiagem, a dependência das forragens naturais aumenta os custos e reduz a eficiência produtiva.

“O semiconfinamento é uma boa estratégia no período chuvoso. Já na seca, a TIP se mostra mais eficiente, pois o pasto passa a ser usado como fonte de fibra, enquanto os demais nutrientes são fornecidos no cocho”, destaca.

Maior lotação melhora uso da área e reduz custos fixos

Um dos principais diferenciais da TIP está na intensificação do uso da área. O sistema permite trabalhar com lotação entre 6 e 8 unidades animais por hectare (UA/ha), ampliando a eficiência produtiva da propriedade.

Além disso, a concentração de animais em terminação libera áreas para outras categorias do rebanho, favorecendo o manejo das pastagens e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo ao longo do ciclo.

Intensificação a pasto reforça sustentabilidade na pecuária

Segundo o especialista, a TIP também contribui para a sustentabilidade da atividade pecuária ao promover melhor manejo do solo e das forrageiras.

Esse modelo favorece maior retenção de água no solo, reduz a degradação das pastagens e melhora a eficiência biológica do sistema, fatores cada vez mais importantes diante da maior frequência de períodos secos.

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Eficiência e controle de custos são determinantes na estiagem

Para Bruno Marson, a adoção de estratégias mais intensivas durante a seca é fundamental para garantir competitividade na pecuária de corte.

“Durante a estiagem, a eficiência operacional, o ganho de peso consistente e o controle de custos são determinantes para a rentabilidade da fazenda. Nesse cenário, a TIP se destaca como uma das melhores alternativas de terminação a pasto”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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