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Estabilidade e leves baixas marcam mercado da soja em Chicago às vésperas de novo boletim do USDA

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Nesta terça-feira (11), os preços da soja mantêm-se estáveis na Bolsa de Chicago, embora com tendência de leve baixa. Por volta das 9h50 (horário de Brasília), as cotações apresentavam quedas entre 0,75 e 3,50 pontos, revertendo os ganhos da sessão anterior. O contrato de julho estava cotado a US$ 11,84 e o de novembro a US$ 11,58 por bushel.

O mercado reflete, primeiramente, o bom andamento da safra norte-americana 2024/25. Relatórios divulgados na tarde de ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam que 72% dos campos de soja estão em condições boas ou excelentes, mostrando um progresso positivo no plantio.

As condições climáticas no Meio-Oeste americano permanecem favoráveis, beneficiando tanto os trabalhos de campo em fase final quanto o desenvolvimento das plantas, o que sustenta as perspectivas de uma boa safra nos Estados Unidos.

Expectativa pelo Novo Boletim de Oferta e Demanda

Os traders estão cautelosos nesta semana, aguardando a divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA, previsto para esta quarta-feira, 12 de junho. O mercado está se ajustando em preparação para esses novos números, que podem ter impacto significativo nas cotações.

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Impacto da MP 1227 no Mercado de Soja

Outro fator no radar dos mercados é a Medida Provisória 1227, que altera o cenário de PIS/Cofins no Brasil e continua a influenciar o mercado da soja. O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), declarou após um encontro com o presidente Lula nesta segunda-feira (10) que dará andamento à medida nesta terça-feira.

A combinação de fatores – desde as condições climáticas favoráveis nos EUA até as mudanças fiscais no Brasil – está moldando o comportamento do mercado de soja, que se encontra em um estado de estabilidade cautelosa enquanto aguarda novos desenvolvimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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