AGRONEGÓCIO
Espírito Madeira 2025 apresenta Casa Montagna: projeto une design, conforto e inovação no uso da madeira
Publicado em
8 de setembro de 2025por
Da Redação
A Espírito Madeira 2025, marcada para os dias 11 a 13 de setembro, no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, o “Polentão”, em Venda Nova do Imigrante (ES), se consolida como um dos maiores encontros do setor madeireiro no Brasil. O evento reunirá empresas e profissionais da cadeia produtiva para três dias de negócios, networking e troca de experiências, com foco em diversidade e inovação.
Casa Montagna é destaque da feira
Entre as atrações, ganha destaque a Casa Montagna, projeto que alia modernidade, conforto e versatilidade no uso da madeira. Instalado em um espaço de 100 m², o conceito apresenta uma residência modular de 28 m², composta por dois módulos de 2,50m x 6,00m. Os ambientes internos são totalmente integrados, contemplando estar, cozinha, dormitório, closet, banheiro e espaço de trabalho.
A marcenaria de alto padrão e a decoração diferenciada reforçam o caráter sofisticado e funcional da proposta.
Estrutura moderna e funcional
O interior da Casa Montagna conta com quarto equipado com cama de casal, closet com bancada de trabalho, banheiro completo e cozinha planejada para atender até mesmo os amantes da gastronomia. A área de estar dispõe de TV, adega e sofá reversível em cama.
Do lado externo, um deck de 72 m² em madeira amplia o espaço, oferecendo área de descanso, jardim e fogo de chão para recepcionar visitantes. O projeto ainda integra um carro, reforçando a ideia de estilo de vida contemporâneo e conectado.
Parceria entre arquitetura e marcenaria
A Casa Montagna é assinada pelo arquiteto Heliomar Venancio, em parceria com a Marcenaria Nicola, a Locares Modular e a CVC. Segundo os organizadores, a proposta une design, praticidade e inovação, dialogando com sustentabilidade, eficiência e qualidade de vida.
Inspiração em projetos anteriores
O novo conceito nasceu do sucesso da Casa Loft, apresentada em julho na feira ES Construção Brasil, em Carapina. O projeto, também desenvolvido por Venancio em parceria com Antonio Nicola e a Locares, foi vendido em tempo recorde logo nas primeiras horas do evento.
Diante da grande expectativa para a Espírito Madeira, a equipe desenvolveu a Casa Montagna com um conceito ainda mais ousado, reforçando o compromisso da feira em lançar tendências e surpreender o público.
Organização e apoios institucionais
A Espírito Madeira 2025 é organizada pelo Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau (MCC&VB) e Interação, com patrocínio master da Placas do Brasil, além de Sicoob, Laguna e Far East Máquinas e Ferramentas.
O evento também conta com o apoio de instituições como Aderes, Idaf, Governo do Estado do Espírito Santo, Sebrae, Findes, Senai, Sesi, Amunes, Prefeitura de Venda Nova do Imigrante, Nuqmad Ufes, Sistema Faes/Senar/Sindicatos, VP Madeiras, Asbea, Aseflor, Sbag, Renabi e IJSN.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo
Published
7 horas agoon
20 de agosto de 2026By
Da Redação
Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.
O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.
A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.
A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.
A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.
Isan Rezende
INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.
Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.
Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.
O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.
No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.
Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.
Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.
Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.
Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.
Fonte: Pensar Agro
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