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Escola de Cuiabá tem 14 professores premiados com R$ 10 mil cada por avanços em Português e Matemática

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Catorze professores lotados na Escola Municipal de Educação Básica Antônia Tita Maciel de Campos, localizada no bairro Jardim Florianópolis, foram premiados, cada um, com R$ 10 mil, a título de gratificação pelo ótimo desempenho no ensino das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática nas séries iniciais do ensino fundamental. Confira à relação no final do texto.

É também na Escola Antônia Tita Maciel de Campos que dois professores se destacaram atuando em turmas distintas, vindo a conquistar, cada um, uma premiação de R$ 20 mil.

Um desses é o professor Israel José de Almeida. Natural de Acorizal, filho de trabalhadores do campo, ele atua como professor no 2º ano do período matutino e no 4º ano vespertino. Em 2023, com base em critérios fixados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), no programa Alfabetiza MT, foi escolhido o melhor professor alfabetizador de Mato Grosso.

“O dinheiro é muito bom, porém o mais importante é o reconhecimento que recebo enquanto professor. A educação muda a vida de uma pessoa. Eu trabalho com essa linha de pensamento. Sem educação, não há avanço. Não há nada mais gratificante do que receber uma criança em sala de aula que não sabe ler, escrever ou calcular e, dias depois, vê la desenvolvendo habilidades. Esse é um dom na minha vida. Quando eu era adolescente, dava aulas de reforço de Língua Portuguesa e Matemática aos meus primos. Todos que me conheciam diziam que eu seria professor”, conta.

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O professor Israel José de Almeida elogia a iniciativa do prefeito Abilio Brunini e da Secretaria Municipal de Educação (SME) em conceder compensações financeiras a partir do empenho diário dos professores. “Eu não diria que é uma competição. É um incentivo, um estímulo. Um professor entrar em sala de aula mais motivado para transmitir conhecimento representa um ganho para toda a sociedade”, conclui.

Quem também conquistou R$ 20 mil a partir da boa atuação em turmas distintas foi a professora Suelene de Rezende. Natural de Ubiratã (PR), chegou a Cuiabá na década de 80, acompanhada dos pais, que buscavam emprego na capital. Ela atua na Escola Antônia Tita Maciel de Campos desde 2011 e enxerga na compensação financeira por resultados uma inovação satisfatória da gestão do prefeito Abilio Brunini.

“A educação é incrível porque você consegue transformar a vida de uma pessoa, mover e fazer a diferença. Esses dias encontrei um aluno, já adulto, no ônibus, que veio me cumprimentar. É o poder de marcar a vida de uma pessoa e ela não esquecer. A minha vontade, a minha meta é que todos se transformem em cidadãos. É um orgulho na minha carreira ter esse reconhecimento. Eu não consigo parar de ter o desejo de educar crianças. E saber que, ao final de cada ano, teremos uma avaliação que vai reconhecer essa imensa dedicação é uma felicidade que não cabe no meu peito”, afirma.

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Entenda

No total, mais de 10 mil servidores da educação serão contemplados financeiramente pelo avanço na qualidade do ensino básico, o que engloba professores, técnicos e funcionários envolvidos com a merenda escolar e a limpeza. O investimento total será de R$ 12 milhões da gestão do prefeito Abilio Brunini. Saiba mais aqui.

Os valores serão pagos juntamente com a folha salarial no dia 30 de janeiro. Serão premiados com R$ 1,5 mil cada professor do ensino fundamental, R$ 1,2 mil os professores da educação infantil e R$ 800 os profissionais de nível técnico, o que engloba merendeiros e servidores que atuam na limpeza das escolas e creches, entre outros. Ou seja, todos da educação serão valorizados.

Confira a relação completa dos professores da Escola Antônia Tita Maciel de Campos premiados na política de gratificação por desempenho:

Tânia Monzillar, 1º ano
Suelene de Rezende, 2º A e C, duas turmas
Viviane Profeta, 2º B
Israel Almeida, 2º F e 4º C, duas turmas
Suellen Celina, 3º B
Carla Rosane, 3º A
Dalva Monteiro, 3º C
Edilbeth Ortt, 4º A
Anjérica Pantoni, 5º E
Eneida de Castro, 5º D
Luís Mauro, 5º B
Virgínia Alves, sala de recomposição
Rozicleia Fontini, sala de recomposição
Joelma Gregório, sala de recomposição

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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