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Escassez de Sementes de Batatas Afeta Cultivo em Portugal e Europa

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O cultivo de batatas na Europa, especialmente em Portugal, enfrentou sérios desafios ao longo de 2024, com destaque para a escassez de sementes de qualidade e o aumento nos preços dos insumos. Conforme informações da Comissão Europeia, os custos de sementes e fertilizantes cresceram mais de 10% no último ano, pressionando diretamente os orçamentos dos produtores. A escassez de batatas-semente levou muitos agricultores a reduzir as áreas plantadas, impactando negativamente a produtividade em um cenário econômico já afetado pela alta inflação.

Além disso, o clima adverso se apresentou como um grande obstáculo para o setor. Regiões como a Bélgica e o sul dos Países Baixos sofreram com chuvas intensas, que atrasaram o plantio e afetaram a qualidade da colheita. De acordo com a Agência Europeia do Meio Ambiente, a frequência de eventos de precipitação extrema aumentou até 20% na última década, o que sobrecarregou os solos e favoreceu o surgimento de doenças, como a requeima. Este ano, a pressão dessa doença foi uma das maiores já registradas, comprometendo o rendimento e a qualidade das safras.

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Esses eventos climáticos extremos são indicativos das mudanças climáticas, que amplificam padrões irregulares de chuva, especialmente durante fases críticas de plantio e desenvolvimento das lavouras. Como consequência, os agricultores enfrentam riscos elevados de inundações, degradação do solo e atrasos na maturação das colheitas, o que, por sua vez, aumenta os custos de produção.

Diante desse cenário, especialistas alertam para a necessidade de inovação no setor agrícola. Investimentos em sementes mais resistentes, a implementação de sistemas de alerta climático e o aprimoramento de práticas agrícolas adaptativas, como o manejo eficiente da água, são considerados essenciais para garantir a sustentabilidade do cultivo de batatas nas próximas temporadas. As informações são do portal português Potatoes News.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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