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Equilíbrio na oferta e boa reposição sustentam possíveis reajustes nos preços do frango

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O mercado brasileiro de frango registrou uma semana de preços mistos, tanto para o quilo do frango vivo quanto para os cortes negociados no atacado e na distribuição. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário de oferta equilibrada e boa reposição ao longo da cadeia produtiva, presente em diversas regiões do país, cria condições favoráveis para possíveis reajustes nos preços no curto prazo.

Iglesias também destacou a volatilidade do dólar, que voltou a operar de forma instável, atingindo a marca de R$ 6,00. Este movimento favorece o fluxo de exportações, mas pode elevar os custos e impactar as margens dos produtores de carne suína.

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis durante a semana, com os agentes de mercado com expectativas de alta nos preços para o fechamento de 2024. O analista ressalta que o consumo de frango tende a ser impulsionado pela maior capitalização das famílias, pelas festividades de fim de ano e pela atratividade do produto em comparação com outras carnes, como a bovina.

Preços internos

De acordo com levantamento realizado pela Safras & Mercado, o preço dos cortes congelados de frango no atacado de São Paulo apresentou variações ao longo da semana. O quilo do peito subiu de R$ 11,20 para R$ 11,25, enquanto o preço da coxa permaneceu em R$ 8,35 e a asa subiu para R$ 12,75. Na distribuição, o peito teve alta de R$ 11,40 para R$ 11,45, a coxa ficou estável a R$ 8,55 e a asa subiu para R$ 13,00.

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No mercado de cortes resfriados, os preços também apresentaram variações. No atacado, o quilo do peito subiu de R$ 11,30 para R$ 11,35, enquanto o preço da coxa se manteve em R$ 8,45 e a asa aumentou para R$ 12,85. Na distribuição, o preço do peito subiu de R$ 11,50 para R$ 11,55, a coxa permaneceu em R$ 8,65 e a asa aumentou para R$ 13,10.

Em relação ao mercado de frango vivo, os preços permaneceram estáveis em algumas regiões. Em Minas Gerais, o preço continuou em R$ 5,50 por quilo, e em São Paulo, R$ 5,60. Em Santa Catarina, a cotação subiu de R$ 4,25 para R$ 4,50, enquanto no Oeste do Paraná, o preço subiu de R$ 4,00 para R$ 4,55. No Rio Grande do Sul, o preço permaneceu em R$ 4,00. No Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, os preços ficaram em R$ 5,45, R$ 5,45 e R$ 5,50, respectivamente. Por outro lado, em Pernambuco, o preço caiu de R$ 9,00 para R$ 8,00, no Ceará de R$ 8,90 para R$ 8,50, e no Pará, de R$ 9,25 para R$ 8,75.

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Exportações

As exportações brasileiras de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, geraram US$ 221,770 milhões em dezembro (com 5 dias úteis), com uma média diária de US$ 44,354 milhões. A quantidade total exportada foi de 118.371 toneladas, com uma média diária de 23.674 toneladas. O preço médio por tonelada foi de US$ 1.873,50.

Em comparação com dezembro de 2023, houve um aumento de 18,5% no valor médio diário das exportações, crescimento de 8,8% na quantidade média diária e uma alta de 9% no preço médio. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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