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Entenda os benefícios da imunocastração de bovinos

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Ao promover a castração de bovinos, tem-se como resultado a facilitação do manejo com animais mais tranquilos, além de uma melhoria da qualidade da carne e da carcaça. Estudos mostram, porém, que castrar os animais por meio de cirurgia causa intensa dor e estresse, perda de peso e pode trazer complicações pós-operatórias e custos com medicação.

Por isso a imunocastração de bovinos tem sido a opção adotada por muitos produtores que querem evitar complicações e se preocupam com o bem-estar animal. O método utiliza uma vacina que castra sem causar sofrimento aos animais.

“A imunocastração de bovinos machos reduz as brigas por hierarquia dos grupos e, portanto, lesões e problemas de casco, reduzindo riscos de acidentes de trabalho na fazenda. Com a ferramenta, o produtor não lida com problemas como hemorragia, bicheiras e infecções, e não há risco de morte de animais por complicações pós-cirúrgicas. Na fazenda, os animais tornam-se mais calmos, facilitando assim o manejo do rebanho”, explica o zootecnista Daniel Cesar Miranda, gerente de produto da Zoetis, líder global em saúde animal. O profissional acrescenta que há ainda uma melhora na conversão alimentar, além do desenvolvimento de anticorpos contra o GnRH.

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Em um contexto de crescente engajamento do consumidor nas causas ambientais e maior preocupação com a origem dos alimentos, práticas que promovem o bem-estar animal, como a imunocastração, agregam valor ao produto. Com o método, é possível obter carcaças de qualidade, provenientes de animais jovens, com excelente acabamento. Assim, pode-se aumentar os lucros na fase da terminação e explorar o segmento de carne gourmet, que, segundo estimativas, cresce cerca de 20% ao ano no Brasil.

A castração permite que haja maior deposição de gordura e, por consequência, aumenta a proteção da carcaça no processo de resfriamento, o que torna a técnica uma aliada para o melhoramento da qualidade da carne. “A imunocastração certamente é um dos fatores importantes para a obtenção de uma carne de qualidade superior, além de questões como genética, idade e sexo, nutrição do animal e tipo de manejo, dentre outros”, esclarece Miranda.

Por sua relevância, é preciso destacar que o manejo do rebanho deve seguir as premissas de bem-estar dos animais. É fundamental evitar que os animais se machuquem, além de assegurar a aplicação correta dos medicamentos. “A castração imunológica corrobora com esse fundamento pois deixa os animais mais calmos, fáceis de manejar e ainda reduz o estresse, o que resulta numa carne de melhor qualidade”, enfatiza o especialista.

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No mercado há mais de uma década, a imunocastração com Bopriva tem ajudado muitos produtores a atingirem seus objetivos. O produto age no sistema imunológico dos bovinos e proporciona a suspensão temporária da fertilidade de machos e fêmeas, o que proporciona a melhoria no acabamento da carcaça e a produção de carne de qualidade superior.

De modo similar, a vacinação de fêmeas adultas leva à inibição temporária do comportamento associado ao estro. A ferramenta tem sido adotada tanto por pecuaristas quanto por frigoríficos. “É uma tecnologia que traz bem-estar aos animais, evita perdas de desempenho pós-castração, como acontece com os métodos tradicionais, e reduz o tempo necessário para que o animal atinja o grau de acabamento de carcaça ideal para o abate”, resume Miranda.

Fonte: Zoetis

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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